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28 de janeiro de 2022
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – As buscas pelo corpo de Heloísa Vitória, a bebê de dois meses que foi jogada em um igarapé e está desaparecida desde a madrugada da última terça-feira, 15, em Manaus, estão suspensas até novas informações ou acionamentos, conforme disse nesse sábado, 19, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMA). As investigações sobre o caso continuam por se tratar de um possível homicídio, segundo a Polícia Civil.

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De acordo com os bombeiros, as equipes de buscas da corporação e do grupo Suçuarana que estavam trabalhando no caso percorreram, ao longo da semana, toda a área apontada pelo suspeito, no bairro Alfredo Nascimento, Zona Norte de Manaus, mas não obtiveram êxito e, na sexta-feira, 28, as buscas foram encerradas.

“As buscas de hoje [18] foram encerradas. Foram percorridas entre 3,5 quilômetros e 4 quilômetros, foi utilizado um bote para percorrer todo o leito do igarapé. Infelizmente sem sucesso”, anunciou o Corpo de Bombeiros, na sexta-feira.

A menina foi jogada em um igarapé (Arquivo)

O crime aconteceu na terça-feira, 15, por volta de 1h de uma madrugada chuvosa em um igarapé localizado na Reserva Adolpho Duck, na rua Santa Maria da Paz, Comunidade Alfredo Nascimento, bairro Cidade de Deus, na Zona Norte de Manaus. O padrasto da criança, identificado como Vanderson Mesquita dos Santos, de 22 anos, foi preso com drogas, após ter sido denunciado por ter jogado a enteada na água. À polícia, ele confessou o ato.

Segundo a polícia, a motivação do crime foi por ciúmes. Vanderson não aceitava o fato de Heloísa ser fruto de outro relacionamento da companheira, que é menor de idade. O rapaz teve a prisão preventiva decretada na quinta-feira, 17.

Conforme o delegado Charles Araújo, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em paralelo às buscas pelo desaparecimento da bebê, as equipes seguem as investigações, pois o caso se trata de um possível homicídio.

Porém, a polícia informou em nota à REVISTA CENARIUM que, enquanto não há a materialidade do corpo, o caso é considerado como desaparecimento. “Caso sejam encontradas pistas que configurem o crime de homicídio, o caso será dado como tal e será transferido para a Especializada”, diz a polícia.

“Sendo assim, ele continuará preso tendo em vista os indícios do delito. Já foi colhido na DEHS, o depoimento da mãe do bebê e da mãe do autor, além de outras pessoas que também já foram ouvidas nas investigações. Porém, ele ficará à disposição da Justiça”, finalizou a nota da polícia.