1 de março de 2021

Com informações O Antagonista

Estados Unidos – A Câmara dos Deputados dos EUA vai entregar na próxima segunda, 25, ao Senado o pedido de impeachment de Donald Trump. A informação foi dada pelo líder da agora maioria democrata no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer. O pedido, explica o líder, foi feito após Trump incitar uma insurreição.

Com isso, terá início o julgamento que pode impedir com que Trump tente assumir o cargo novamente. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o processo de impeachment, mas ele ainda tem que ser levado ao Senado, onde será julgado.

“Não tenham dúvida: um julgamento será realizado no Senado dos Estados Unidos e haverá um voto sobre se devemos condenar o presidente [Trump]”, disse o novo líder da Maioria, Chuck Schumer, no plenário, nesta sexta, 22. “Conversei com a presidente [da Câmara, Nancy] Pelosi, que me informou que o pedido será entregue ao Senado na segunda-feira”. Se aprovado no Senado, o impeachment pode banir Trump de exercer cargo público para sempre. Três presidentes americanos sofreram impeachment na Câmara (Trump sofreu duas vezes), mas nenhum deles jamais foi condenado pelo Senado.

O julgamento

Assim como ocorreu no ano passado, quando um primeiro processo de impeachment foi aberto contra Trump, a Câmara terá de nomear os deputados responsáveis por apresentar a acusação contra Trump e argumentar porque o republicano deve ter o mandato cassado.

Da mesma forma, os senadores ouvirão a defesa do presidente. Após as audiências, os senadores votam se Trump será ou não condenado por incitar a insurreição, após centenas de extremistas e apoiadores ter invadido o prédio do Capitólio, sede do Congresso americano durante a sessão que formalizava a eleição de Biden.

Para que haja a condenação, dois terços do parlamento devem votar “sim”. Como normalmente as 100 cadeiras ficam divididas no Senado por uma margem pequena entre os partidos, é muito difícil um presidente dos EUA ter o mandato cassado — isso nunca aconteceu na história do País.

Com a nova formação do legislativo, os democratas assumiram formalmente a maioria no Senado. Além disso, a vice-presidente, Kamala Harris, é também presidente do Senado — quem, diante do cenário de empate 50-50, tem o voto de minerva.

Assim, considerando que são necessários dois terços dos votos para cassar um presidente, será preciso que 17 senadores republicanos rompam com Trump para condená-lo.

Essa é uma das incógnitas: um pequeno grupo no partido já avisou que votará pela condenação, mas ainda é insuficiente. Tudo depende, segundo a imprensa americana, da sinalização dada pelo líder republicano Mitch McConnell, considerado muito influente entre os correligionários.