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23 de junho de 2021
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Marcela Leiros – Da Revista Cenarium

MANAUS – O senador Humberto Costa (PT-PE) acaba de protocolar nesta segunda-feira, 17, um requerimento para convocar o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) para depoimento na CPI da Pandemia. O 02 é o primeiro do clã presidencial a ser chamado a se explicar na comissão, que promete investigar a atuação do chamado gabinete do ódio na divulgação de fake news sobre a pandemia.

Na quinta-feira, 13, ao depor no Senado Federal, o presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, relatou a presença de ‘Carluxo’ – como também é conhecido – em reunião com representantes da empresa e do governo.

No depoimento, Murillo afirmou que a Pfizer fez três ofertas de vacinas para o Brasil ainda em 2020; informou que Carlos Bolsonaro e o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Filipe Martins, participaram de uma reunião com a farmacêutica; e confirmou que o ex-secretário especial de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten tentou contatar o CEO da farmacêutica, Albert Bourla, por e-mail e telefone. 

A imprensa repercutiu uma suposta reação de Carlos Bolsonaro após o depoimento de Murillo. O filho do presidente teria tido um ‘ataque de fúria’. Pessoas próximas a Carluxo dizem que ele soltou uma série de palavrões, quando ouviu seu nome na CPI. O 02 já havia sido acusado pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta de participar de um gabinete paralelo no governo para tratar da Covid-19, inclusive, vacinas.

Depoimento

Disse Murillo: “Após, aproximadamente, uma hora de reunião, Fabio (Wajngarten) recebeu uma ligação, sai da sala e retorna para a reunião. Minutos depois, entram na sala de reunião Filipe Garcia Martins e Carlos Bolsonaro. Fabio explicou a Filipe Garcia Martins e a Carlos Bolsonaro os esclarecimentos prestados pela Pfizer até então na reunião. Carlos ficou brevemente na reunião e saiu da sala. Filipe Garcia Martins ainda permaneceu na reunião”.

Todas as informações sobre a reunião da qual Carlos Bolsonaro participou foram repassadas a Murillo por Shirley Meschke, diretora da Pfizer. A conversa foi para discutir a possibilidade de o governo brasileiro fechar a compra de vacinas do laboratório contra o novo coronavírus. O governo, porém, não deu importância ao assunto. A compra do imunizante só foi fechada neste ano.