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29 de janeiro de 2022
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Com informações do UOL

As duas primeiras pessoas identificadas com uma infecção pela variante ômicron do coronavírus no Brasil não têm registros de vacinas contra a doença. A informação foi confirmada pela secretaria estadual de Saúde de São Paulo e pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta estadual, não há registro dos dois na plataforma VaciVida. Ao UOL, o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, diz que a conclusão é de uma análise preliminar.

“Nós não temos essa informação [sobre terem sido vacinados ou não] diretamente deles. Nos canais locais do governo brasileiro e do estado, não constam como vacinados”, afirmou.

Segundo informações das secretárias municipal e estadual de Saúde, o homem de 41 anos e a mulher de 37 tiveram sintomas leves. Com o resultado positivo, eles foram orientados a ficar em isolamento domiciliar. “Ambos estão sob monitoramento das Vigilâncias estadual e municipal de São Paulo, juntamente com seus respectivos familiares”, diz a nota da Saúde de SP.

Os dois vieram da África do Sul e desembarcaram no aeroporto internacional de Guarulhos no dia 23 de novembro. Dois dias depois, em 25 de novembro, eles fizeram um teste no laboratório do aeroporto para voltar ao país africano e receberam o resultado positivo.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ressaltou que os dois chegaram ao Brasil “antes da notificação mundial sobre a identificação da nova variante”. O que aconteceu no dia 24 de novembro, a partir de informe da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Além do Brasil, a ômicron já foi detectada em pelo menos 12 países e foi considerada pela OMS como “variante de preocupação”. Ainda não se sabe se ela é mais transmissível ou mais letal que as demais mutações do novo coronavírus.