Caso Djidja: polícia cumpre mandado em pet shop suspeito de venda ilegal de ketamina

Faixada da clínica veterinária (Reprodução/Divulgação)
Carol Veras – Da Revista Cenarium

MANAUS (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) cumpriu, nesta sexta-feira, 31, um mandado de busca e apreensão na clínica veterinária Maxvet, localizada no bairro Redenção, Zona Centro-Oeste de Manaus. A clínica é suspeita de fornecer ketamina à família da ex-item do Boi Garantido Dilemar Cardoso Carlos da Silva, conhecida como Djidja Cardoso, um medicamento anestésico de uso animal.

Na quinta-feira, 30, Cleusimar Cardoso e Ademar Farias, mãe e irmão, respectivamente, de Djidja, e a gerente do salão Belle Femme, Verônica da Costa Seixasforam presos na tarde desta quinta-feira, 30, após a REVISTA CENARIUM noticiar, com exclusividade, um mandado de prisão contra os três.

De acordo com o inquérito policial, a Maxvet, inscrita no CNPJ é 29.285.168/0001-72 e que tem como sócio-administrador Sávio Soares Pereira, atuava no fornecimento ilegal da ketamina por meio de aplicativos de delivery.

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“Promove a entrega em domicílio dos produtos sem que haja qualquer espécie de controle sobre a substância, inexistindo portando a exigência de apresentação e retenção de receita expedida por médico veterinário”, diz trecho do inquérito.

A substância química ketamina, também conhecida como cetamina ou quetamina, é um composto usado para induzir e manter a anestesia em humanos e animais. Ela cria um estado de transe, proporcionando alívio da dor e sedação. Comercialmente vendida sob nomes como Ketalar e Cetamin, o medicamento também é utilizado de forma recreativa e pode causar perda de memória.

Prisão

Equipes do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP), no comando do delegado Cícero Túlio, cumpriram mandados de prisão, além de busca e apreensão, na residência da família de Djidja Cardoso, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. Durante a chegada da equipe policial, Cleusimar Cardoso, Ademar Cardoso e Verônica os três estavam tentando fugir do local. Drogas e medicamentos foram apreendidos no endereço.

Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) também determinou a prisão preventiva funcionários do salão de beleza, onde Djidja era sócia, o Belle Femme. São eles: Marlisson Vasconcelos Dantas, que segue foragido até a manhã desta sexta-feira, 31, e Claudiele Santos da Silva, que se entregou ainda na noite de quinta-feira.

O mandado foi expedido nessa quarta-feira, 29, pela central de plantão criminal da Justiça do Amazonas ao qual a CENARIUM teve acesso.

Leia também: Polícia encontra anéstésicos, seringa e luvas na casa de Djidja Cardoso
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