Caso Dom e Bruno: perícia confirma que jornalista e indigenista foram mortos por arma de caça

Eliziane Paiva – Da Revista Cenarium

MANAUS — De acordo com o exame médico realizado pelos peritos da Polícia Federal (PF), a morte do jornalista britânico Dom Phillips foi ocasionada por “traumatismo toracoabdominal”, provocado por disparo de arma de fogo com munição “típica de caça, com múltiplos balins, ocasionando lesões principalmente sediadas na região abdominal e torácica”, informou a PF em nota.

Já o indigenista Bruno Pereira morreu em decorrência de “traumatismo toracoabdominal e craniano” acometidos também por disparos de arma de fogo típica de caça e vários projéteis, que ocasionaram “lesões sediadas no tórax/abdômen (2 tiros) e face/crânio (1 tiro)”, detalhou a perícia da PF.

Ainda de acordo com o comunicado, os peritos do Instituto Nacional de Criminalística estão concentrando os trabalhos em “exames de Genética Forense, Antropologia Forense e métodos complementares de Medicina Legal”, para ter a identificação completa dos remanescentes e “compreensão da dinâmica dos eventos”.

Os restos mortais foram encontrados na última quarta-feira, 15, após um dos suspeitos do crime, Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, comunicar a localização dos corpos. “Nós não teríamos a possibilidade de chegar nesse local, se não tivesse a confissão. Para avançar mata adentro foram mais de 25 minutos de caminhada”, disse o delegado, em entrevista coletiva à imprensa. Os remanescentes humanos estavam em Brasília desde o dia 16 para perícia.

Em nota divulgada neste sábado, 18, a Polícia Federal do Amazonas (PF-AM), por meio do Comitê de Crise, informou que os remanescentes de Bruno Pereira fazem parte do material que está em perícia no Instituto Nacional de Criminalística (INC). A confirmação foi feita com base no exame realizado na arcada dentária do indigenista.

Os exames papiloscópicos, que reconhecem por meio das impressões digitais, também foram anunciados e as amostras revelam a identificação de remanescentes de Dom Phillips. A perícia destaca ainda “a identificação prévia por odontologia legal, combinada com antropologia forense”, e de que não há indicativos da presença de outros indivíduos em meio ao material que passa por exames

Suspeitos de participação no crime

Até o momento, três suspeitos pelas mortes de Dom e Bruno estão presos, Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado – que confessou o crime –, Oseney da Costa Oliveira, o Dos Santos, e Jeferson da Silva Lima, o Peladinho ou Pelado da Dinha.

Mas a Polícia Federal considera que outros cinco suspeitos também tenham participado do crime.

A suspeita da polícia é de que os cinco novos suspeitos identificados tenham ajudado os executores a esconderem os corpos, em área de difícil acesso e a qual a Polícia Federal só conseguiu chegar porque foi guiada pelo assassino confesso, Amarildo. Lá, eles encontraram restos mortais enterrados que, após exames genéticos feitos em Brasília, foram confirmados como sendo de Bruno e Dom.

Veja também: Pelo menos oito suspeitos de participação nos assassinatos de Dom e Bruno já foram identificados

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