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18 de maio de 2021

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Com informações da UOL

SÃO PAULO – O resultado do laudo de reconstituição da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, indicou que os 23 pontos de lesões encontrados no corpo do menino foram provocados por “ação violenta”. A perícia ainda descartou “a possibilidade de um acidente doméstico (queda)” como afirma a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto do menino, o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade).

“[As lesões] apresentavam características condizentes com aquelas produzidas mediante ação violenta (homicídio)”. As lesões constatadas no corpo são sugestivas de diversas ações contundentes e diversos graus de energia, sendo que as lesões intra-abdominais foram de alta energia”, aponta do laudo divulgado hoje pelo Bom Dia Rio, da TV Globo.

Dois bonecos que representam o corpo da criança mostram algumas das lesões como: escoriações, hematomas, hemorragias em três partes da cabeça, infiltrações, contusões nos rins, pulmão e laceração no fígado. As lesões indicadas pela perícia reforçam o laudo da necropsia que apontou sinais de violência e determinou causa da morte como hemorragia interna e laceração hepática causada por uma ação contundente.

Durante a reconstituição, os peritos analisaram todas as chances de acidente doméstico, como suposto pelo casal, incluindo a medição da altura da cama — dita por Monique como um possível local de queda do filho —, altura da estante de livros e da poltrona no quarto do casal onde o menino teria sido encontrado. No entanto, o laudo afirma que “a quantidade de lesões externas não pode ser proveniente de uma queda livre”.

“Na reprodução simulada foi possível constatar que não há a menor hipótese, não há a menor condição de ele [Henry] ter caído, seja da cama, seja da poltrona que estava ao lado [da cama], da estante que tem 1,2 metro de altura, eles fizeram todas as medições e viram que não teria as lesões que apresentou na necropsia”, afirmou perita criminal Denise Gonçalves Rivera.

Ainda segundo a reconstituição, é possível que Henry tenha acordado três vezes após ser colocado para dormir no quarto do casal e ter se dirigido para a sala do apartamento onde o casal estaria assistindo à televisão. Rivera explicou que “eles [peritos] verificaram que é possível que ele [Henry] tenha sido agredido cada vez que ele ia [até a sala] reclamar, ele sofria uma agressão”.

Ainda de acordo com Rivera, a perícia realizou a análise das imagens da câmera de segurança do elevador do condomínio do casal que mostram Jairinho e Monique — que segurava Henry no colo — no dia 8 de março, às 04h09 da manhã. “[Os peritos] conseguiram congelar essa imagem e viram que pelo modo como ele [Henry] estava, pelo rosto dele, [determinar] que ele já estava morto”.

Para a perícia, a morte do menino também aconteceu dentro do apartamento. “As lesões que levaram a morte [mostram que o Henry] pode ter começado a ser agredido às 23h40, por quê? Porque a morte não foi instantânea. Agora, a morte pode ter ocorrido desde 01h30 às 03h30 da manhã”, explica Rivera.

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