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28 de novembro de 2021
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Da Revista Cenarium*

MANAUS – A destruição da Amazônia pode complicar a situação econômica e diplomática do Brasil caso Joe Biden seja eleito a presidente dos Estados Unidos, avaliam especialistas.

O democrata pretende continuar um raciocínio da política americana em não dividir o tema ambiental entre “assunto de esquerda” ou “de direita”, e busca uma nova liderança mundial. É aí que nosso país pode passar por uma pressão inédita de um aliado histórico. Biden propôs um fundo de US$ 2 trilhões (R$ 11 tri) contra a crise climática e pretende investi-lo em energia renovável e tecnologia para redução dos gases do efeito estufa.

O meio ambiente também deve ser usado como parte das negociações econômicas entre os americanos e o mundo. Em setembro, Biden sinalizou que o Brasil seria um dos afetados com sanções econômicas devido à destruição amazônica, durante debate contra o republicano Donald Trump.

“Não tenho lembrança de uma sugestão similar, relacionada ao meio ambiente, como o que foi falado por Joe Biden”, explica o professor de Relações Internacionais da FAAP Vinicius Rodrigues Vieira. “Fazer pressão com sanções é mais comum entre países europeus. Tanto foi que o Bolsonaro reagiu e disse que não aceitaria uma espécie de suborno”.

Para o especialista, o governo brasileiro tem ajudado Biden a começar a nova política. “A China ocupou espaços deixados pelos Estados Unidos em questões de política externa, e tenta ocupar até mesmo na tecnologia ambiental, apesar das hipocrisias nas agendas dos dois países. Neste momento, o Brasil virou um alvo fácil devido às queimadas e destruição do meio ambiente”, diz.

(*) Com informações do Ecoa