30 de outubro de 2020

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – O Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar as medidas voltadas à sustentabilidade, segurança alimentar e acesso a benefícios emergenciais e sociais pelos povos indígenas e comunidades tradicionais do Amazonas durante a pandemia do novo Coronavírus. A medida foi publicada nesta segunda-feira, 28, no Diário Oficial do órgão.

De acordo com o documento, assinado pelo procurador da República substituto Edmilson da Costa Barreiras Júnior, o procedimento foi instaurado para minimizar a disseminação da Covid-19 nas aldeias que continuam aumentando.

No documento, o MPF explica que foi expedida uma recomendação que orienta as instituições competentes quanto à adoção de medidas urgentes para impedir o alastramento do coronavírus nas aldeias indígenas.

Mesmo com as medidas adotadas, segundo o Ministério Público Federal, os casos da doença cresceram vertiginosamente, o que vem prejudicando na contabilização correta do número de infectados.

“Os casos de contaminação nas aldeias indígenas e comunidades tradicionais do Amazonas ainda se encontram em situação de crescimento do número de infecções pelo coronavírus, o que corrobora o risco de alastramento da doença às comunidades indígenas e tradicionais”, alertou o MPF.

Covid-19 na Amazônia

Os casos confirmados da Covid-19 entre povos indígenas na Amazônia Legal já chegaram a 132 povos. No total, a pandemia do novo Coronavírus infectou 24.723 indígenas e matou 661. Os dados são da Coordenação das Organizações indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e foram atualizados no último dia 25.

A entidade se embasou em números de boletins informativos e notas de falecimento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, além de informações de lideranças, profissionais de saúde indígena e organizações da Rede Coiab.

Somente o Amazonas registra 5.781 infectados, sendo 200 mortes. O Estado também tem o maior número de povos indígenas com o coronavírus, com 35 atingidos pela Covid-19.

O Pará, segundo a Coiab, é o segundo Estado com mais casos da doença, com 5.293 indígenas o novo Coronavírus, sendo 90 óbitos. A região paraense também registra o segundo maior número de infecções entre povos indígenas, com 25 etnias.

Os 661 falecimentos em virtude da Covid-19 ocorreram em 98 povos indígenas. Conforme a Coiab, os indígenas Kokama que vivem no Amazonas registram 57 óbitos pela doença, o maior número de mortes pela Covid-19 em toda a extensão territorial da Amazônia.

Confira a portaria:

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