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18 de abril de 2021

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Com informações do O Globo

RIO DE JANEIRO – A América do Sul tem enfrentado uma piora no cenário da pandemia de Covid-19 que força boa parte da região a endurecer as restrições de locomoção e fechar suas fronteiras. Países vêm batendo recordes de casos, impondo quarentenas e toques de recolher, buscando conter não só as novas variantes, mas também evitar que o colapso sanitário brasileiro continue a transbordar para seus territórios.

Entre 1º de março e 1º de abril, a soma das médias móveis de casos diários nos países sul-americanos, excluindo o Brasil, aumentou 77%, em um mês, os diagnósticos passaram de pouco mais de 25 mil para 44,3 mil. A média móvel de mortes, por sua vez, passou de 601,1 para quase 730, crescendo cerca de 21%. 

No Brasil, o epicentro global da Covid-19, a média dos novos contágios era 74,2 mil no dia 1º de abril, 33% a mais que no início de março. É o aumento das mortes, contudo, que assusta mais: elas cresceram 154%, chegando a uma média diária de 3.117. Para fins comparativos, o Brasil tem cerca de 5 milhões de habitantes a menos que a soma da população de seus vizinhos, segundo os dados do Banco Mundial.

O temor é que as novas variantes que se alastram pelo Brasil, em especial a P.1, circulem ainda mais intensamente pela região, preocupação acirrada pela resistência do presidente Jair Bolsonaro a medidas que limitem a circulação de pessoas. Mais contagiosa e possivelmente mais letal, a cepa é tida como uma das principais responsáveis pela hecatombe que se acentuou no último mês.

Se o Brasil não for sério no combate à pandemia, então continuarão a afetar a vizinhança e, além disso o diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva no mês passado. A P.1, que foi a responsável pelo colapso do sistema de saúde de Manaus no início do ano, já foi encontrada em ao menos 15 países e territórios das Américas, incluindo Bolívia, Venezuela, Chile, Uruguai, Colômbia e Paraguai. Na região, apenas Assunção mantém suas fronteiras abertas para brasileiros, apesar da pressão de especialistas locais para fechá-las.