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18 de janeiro de 2022
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Com informações do O Globo

MANAUS – A CBF informou que não irá comentar a troca de ataques envolvendo a goleira Bárbara e a canoísta Andrea Pontes. De acordo com a entidade, o episódio é de cunho pessoal da jogadora, não cabendo a ela se envolver. O bate-boca, que teve grande repercussão negativa no Brasil, ocorreu num momento em que a atleta está a serviço da seleção de futebol, concentrada em Tóquio e se preparando para mais uma partida pelo torneio olímpico.

Às vésperas do confronto com o Canadá pelas quartas de final, Bárbara e Andrea Pontes travaram uma intensa discussão nas redes sociais. O desentendimento começou quando a canoísta sugeriu, em um comentário, que Bárbara fosse substituída por Babi Arenhart, do handebol. No comentário, ela diz que, dessa maneira, ficaria “tudo resolvido, Brasil campeão”, e completou com risadas.

A crítica não foi bem aceita por Bárbara, que perguntou por que Andrea, uma atleta paralímpica, não iria para os jogos no lugar dela. A goleira ainda questionou sua competência nas participações em paralimpíadas. “Cada um com suas limitações”, escreveu a jogadora.

Na sequência, a goleira, que já vem tendo seu desempenho criticado pela torcida, diz que Andrea Pontes não é “ninguém na vida” e “só mais uma querendo chamar atenção”. Ela finaliza os comentários recomendando que a canoísta treine por outra categoria para tentar estar nos jogos, e, mais uma vez, a chama de “incapaz”.

A briga entre as duas continuou por meio de mensagens diretas recebidas por Andrea, printadas e publicadas nos stories. Além de ofensas com caráter sexual, Bárbara pergunta se Andrea “acha que só porque é deficiente pode falar o que quer”.

Os comentários da goleira repercutiram nas redes, sobretudo pelo ataque à condição física de Andrea. No Twitter, torcedores publicaram sobre a discussão entre as duas, lamentaram as ofensas entre as atletas e criticaram a postura de Bárbara.

O GLOBO apurou que, nos bastidores, a CBF vê Bárbara como uma atleta de difícil orientação sobre questões relacionadas ao uso de redes sociais. Apesar dos 33 anos, a jogadora não costuma receber bem os direcionamentos promovidos pela CBF sobre a utilização da internet em momentos de competição.

Está no Japão com a equipe a coordenadora-executiva das seleções brasileiras femininas, Eduarda Luizelli, chefe responsável pela delegação. Tanto a CBF quanto o COB deixaram claro para os atletas brasileiros indicações sobre o uso das redes no Japão. Mas eles não são proibidos de usá-las.

Esta não é a primeira vez que a CBF se silencia em uma questão envolvendo Bárbara. Após falhar no empate com a Holanda, na última sexta, a goleira foi atacada de forma preconceituosa por um jornalista holandês, que a chamou de “porca com suéter” durante transmissão da partida. A forma física da jogadora tem sido alvo de muitos questionamentos e também de críticas ofensivas.

“Essa goleira está acima do peso, não? É uma porca com um suéter. É uma zombaria total para a seleção brasileira. Ela realmente não defendeu uma bola decente – disse Johan Derksen, durante o programa ‘De Oranjezomer’”, afirmou.

A fala também repercutiu negativamente. Mas a CBF não emitiu nenhum posicionamento recriminando o comportamento do jornalista e defendendo sua atleta.