Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
15 de maio de 2021

Dólar

Euro

Manaus
23oC  29oC
Acompanhe nossas redes sociais

Jennifer Silva – Da Revista Cenarium

MANAUS – O ambientalista Carlos Durigan afirmou à Revista Cenarium, neste sábado, 10, que o desmatamento na Amazônia pode se agravar nos próximos meses com a aproximação do período de estiagem. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), o mês de março apresentou um dos maiores índices de desmatamento já registrado para o mês desde o começo da série histórica, totalizando 367 km² de área derrubada.

“Esse cenário pode piorar ainda, porque nós não estamos em um período seco do verão amazônico que chega daqui a pouco, nos próximos meses. O cenário pode piorar com o aumento desse desmatamento ainda mais e chegando também as queimadas, que vão causar também problemas, além da destruição do Patrimônio Natural e da biodiversidade”, explicou o ambientalista Carlos Durigan.

Além do aumento exponencial do desmatamento, que causa a destruição da floresta amazônica, o ambientalista alerta ainda para outros transtornos que isso pode representar para a região. “É um cenário preocupante que nós estamos vivendo e precisamos de fato uma mudança de postura do governo federal para enfrentar os problemas que nós vivemos. Além da pandemia, nós temos esse passivo de ações coordenadas e irresponsáveis em relação à agenda ambiental e social na Amazônia. Isso precisa ser fortalecido e o que nós estamos vendo é uma fragilização dessas agendas”, esclareceu.

Gestão ambiental

Carlos Durigan explica que um dos pontos que mais precisa ser trabalhado na região relacionado ao desmatamento é a gestão ambiental. “Há uma falta de um plano voltado ao desenvolvimento regional de desenvolvimento e sustentabilidade. Nós tínhamos um processo em construção que vinha já de muitos anos que, sob a coordenação do PTCDAM, o Plano de Proteção e Combate ao Desmatamento na Amazônia, onde nós tínhamos várias fases em processo de implementação que envolvia controle, fiscalização e combate aos ilícitos”, afirmou o ambientalista.

Coordenação

O ambientalista defende que há uma séria necessidade de estrutura para a fiscalização de políticas ambientais da região amazônica, pois há por parte, não somente dos Estados e municípios, mas principalmente do governo federal, a negação de ilícitos cometidos contra o meio ambiente, o que tornam fragilizadas as estruturas no governo federal. “Nós precisamos ter essas políticas centralizadas e coordenadas com as esferas de governos estaduais e municipais na Amazônia, porque esse é um cenário muito difícil que a gente está vivendo”, finalizou Carlos Durigan.