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20 de novembro de 2021
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Gabriel Abreu – Da Revista Cenarium*

MANAUS – Neste domingo, 31, governantes, ambientalistas, cientistas e representantes da sociedade civil estarão reunidos em Glasgow, na Escócia, na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 26), a principal cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) que debate questões que tratam da ação humana ao meio ambiente. Um dos alvos principais do cronograma de debates é o efeito negativo das políticas energéticas atuais, que incluem a queima de fontes de energia fóssil e emissões de gases que provocam o efeito estufa, contribuindo diretamente no aquecimento global.

O evento terá cobertura especial da CENARIUM, que vai mostrar, em uma série de reportagens e entrevistas, os diversos aspectos que envolvem o tema das mudanças climáticas. Os internautas interessados em um conteúdo diferenciado vão poder acompanhar, nas principais plataformas, online e TV Web, o que será debatido na COP 26.

Segundo o coordenador de redação, Arnoldo Santos, a proposta da cobertura dos canais de informação da CENARIUM é levar, aos internautas, uma cobertura com análises de cientistas, lideranças civis, políticos e representantes de governos estaduais da Amazônia brasileira. “Ao mesmo tempo que os assuntos vão sendo discutidos em Glasgow, a nossa equipe vai estar diretamente com um time de profissionais para explicar, aos nossos consumidores, o conteúdo”, detalha Arnoldo.

Entrevistas exclusivas

Uma das principais novidades é que a CENARIUM vai contar ainda com entrevistas, ao vivo, direto da COP 26 com autoridades como o secretário estadual de Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, e o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM). O Amazonas terá uma participação de relevância na COP 26, pois é o que mais preserva a floresta em pé, com 97% da vegetação preservada.

Deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) em frente ao Congresso (Divulgação)

O que é a COP 26?

A COP é a abreviatura de Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), um evento que acontece anualmente, mas foi adiado no ano passado por causa da pandemia. Os líderes mundiais devem comparecer ao evento, mas muitas das discussões acontecem entre ministros e outras autoridades de alto nível que trabalham com questões climáticas. O numeral da sigla representa a 26ª reunião do grupo.

A COP engloba várias conferências, com muitas reuniões paralelas que atraem pessoas do setor empresarial, empresas de combustíveis fósseis, ativistas do clima e outros grupos com interesse na crise climática. Alguns deles são bem-sucedidos – o Acordo de Paris foi firmado durante a COP 21, por exemplo.

Cerca de 40 líderes mundiais participaram da Cúpula do Clima, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, este ano. (Reprodução)

O que é o Acordo de Paris?

Mais de 190 países assinaram o Acordo de Paris após a reunião da COP 21, em 2015, para limitar o aumento das temperaturas globais abaixo de 2 graus Celsius dos níveis pré-industriais, mas, de preferência, para 1,5 grau. Meio grau pode não parecer uma grande diferença, mas os cientistas dizem que qualquer aquecimento adicional, além de 1,5 grau, irá desencadear eventos extremos climáticos mais intensos e frequentes.

Limitar o aquecimento a 1,5 grau em vez de 2 graus pode resultar, por exemplo, em cerca de 420 milhões de pessoas a menos sendo expostas a ondas de calor extremas, de acordo com a ONU. Os cientistas veem 2 graus como um limite crítico onde o clima extremo transformaria algumas das áreas mais densamente povoadas do mundo em desertos inabitáveis ​​ou as inundaria com água do mar.

Quais são os objetivos da COP 26?

Alok Sharma – um membro do Parlamento britânico e presidente da COP 26 – disse, para a imprensa internacional, que deseja que a conferência deste ano chegue a um acordo sobre uma série de objetivos principais, incluindo:

  • Manter a meta de “1,5 grau viva”, algo que alguns países produtores de combustíveis fósseis têm resistido;
  • Colocar uma data limite para acabar com o uso de carvão “inabalável”, o que deixa em aberto a possibilidade de continuar usando algum tipo carvão, desde que a maior parte das emissões de gases de efeito estufa do combustível fóssil seja capturada, impedindo-os de entrar na atmosfera. Alguns cientistas e grupos de ativistas disseram que todo o carvão deveria ser relegado à história;
  • Fornecer US$ 100 bilhões de financiamento climático anual, o que as nações ricas concordaram, para ajudar os países em desenvolvimento a reduzir as emissões de combustíveis fósseis e se adaptar aos impactos da crise;
  • Fazer com que todas as vendas de carros novos sejam de zero emissões em 14 a 19 anos;
  • Acabar com o desmatamento até o final da década, já que as florestas desempenham um papel crucial na remoção de carbono da atmosfera;
  • Reduzir as emissões de metano, um gás potente com mais de 80 vezes o poder de aquecimento do dióxido de carbono.

(*) Com informações da CNN Brasil