Chegando a quase R$ 5,70, dólar fecha em alta nessa terça-feira e alcança maior cotação desde o mês de abril

Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – Nessa terça-feira, 14, pela quarto pregão consecutivo, o dólar comercial fechou em alta contra o real. A moeda norte-americana subiu 0,40%, chegando a R$ 5,6937, a alta é considerada a maior taxa de fechamento desde 13 do mês de abril (R$ 5,7161), quando chegou a cair quase 1% na mínima do dia e chegou a custar R$ 5,6188.

Nessa segunda-feira, 13, o dólar também fechou em alta de 1,01%, a R$ 5,6711, porém, com o resultado dessa terça-feira, 14, a moeda passou a acumular alta de 1% no mês.  O Índice Bovespa (o mais importante indicador do desempenho médio das cotações das ações negociadas na B3 – Brasil, Bolsa, Balcão) terminou o dia com queda de 0,58% aos 106.759 pontos.

A economista, professora e consultora de empresas Denise Kassama, em resumo e de forma didática, explica que essas variações constantes, principalmente na alta do dólar, não é um bom negócio para àqueles que importam.

“Quanto mais alto é a taxa do dólar, mais eu vou pagar em real uma importação. Então, para quem importa bens finais, componentes, como o caso da Zona Franca de Manaus, que é um polo importador por excelência dos kits usados para produzir produtos como TV, motocicletas, ficarão mais caros em reais e, consequentemente, o preço desses itens na hora de vender vai ficar mais caro no mercado interno”, explica a economista.

Nessa segunda-feira, 13, o dólar também fechou em alta de 1,01%, a R$ 5,6711 (Itaci Batista/Estadão Contéudo)

“Em termos gerais isso é ruim, porque o Brasil importa muita coisa, devemos lembrar, por exemplo, que o País importa os insumos básicos da vacina contra a Covid-19 e esse material acabou ficando mais caro por conta dessa alta do dólar. Os que estão pensando em viajar também são afetados, pois vão gastar mais para comprar a mesma quantidade de dólar”, destaca.

Fatores negativos

Ainda segundo a economista, um dos fatores que faz com que o dólar suba é a falta de investidores e situação das reservas cambiais no País. Ela explica que a postura do atual governo, a falta de cuidado com a preservação do meio ambiente, principalmente com Amazônia, e o discurso antivacina, são algumas das questões que podem afugentar forte investidores no País.

“Dólar não é moeda brasileira, então isso tem a ver com as reservas cambiais, quando temos muitas exportações ou investimentos entra bastante dólar no Brasil. Se não tem investimento, nossa política econômica sente. O investidor estrangeiro não é bobo e percebendo a postura negativa do governo não é interessante para ele, contaminando a oferta de dólar e quando a oferta reduzida, o preço sempre aumenta”, finaliza.

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