26 de novembro de 2020

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Da Revista Cenarium*

Questionado sobre a decisão do presidente Jair Bolsonaro de cancelar a compra de 46 milhões de doses da vacina para o coronavírus produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantã, o ministério das Relações Exteriores da China defendeu a eficácia do imunizador e exortou o governo brasileiro a continuar trabalhando em parceria com o país asiático.

“Acreditamos que a cooperação relevante contribuirá para a derrota completa da epidemia na China, no Brasil e para as pessoas de todos os países do mundo”, disse o porta-voz do órgão, Zhao Lijian, em entrevista coletiva.

O representante da pasta destacou que as pesquisas clínicas chinesas estão em “uma posição de liderança”. Segundo ele, quatro fórmulas entraram na fase 3 dos ensaios em vários países. Zhao Lijian também reforçou o compromisso de tornar o imunizante um bem público global, a fim de contribuir para “disponibilidade e acessibilidade das vacinas nos países em desenvolvimento”.

‘Desacreditado’

Na noite dessa quarta-feira, 21, o presidente Bolsonaro afirmou que não acredita que a Coronavac -parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan- transmita credibilidade “pela sua origem” e usou como justificativa que “esse vírus [Covid-19] teria nascido” na China.

As declarações do presidente foram dadas em entrevista à rádio Jovem Pan e são um passo a mais na série de manifestações de Bolsonaro contra as pesquisas realizadas pela parceria sino-brasileira.

Durante a quarta, ao determinar a suspensão de um protocolo de compra de 46 milhões de doses da Coronavac pelo Ministério da Saúde, Bolsonaro se referiu ao desenvolvimento da imunização como “a vacina chinesa de João Doria”. Governador de São Paulo, o tucano Doria é adversário político do presidente.

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