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24 de julho de 2021
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Com informações do UOL

Desde pequena, Alena Analeigh Wicker já dizia aos pais que um dia se tornaria uma engenheira da Nasa. Hoje com 12 anos, ela acaba de ficar mais próxima de realizar seus planos. Aceita na Escola de Exploração Espacial da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, ela começará ainda neste semestre a cursar as aulas como uma das alunas mais jovens que já estudaram ali. A ideia é concluir o curso de Ciências Astronômicas e Planetárias em 2024.

Alena sempre foi muito inteligente e curiosa. O seu interesse pela ciência e pela engenharia começou quando tinha quatro anos, momento em que se apaixonou por diferentes tipos de Legos. Os brinquedos, com pequenas peças de montar, deram a Alena espaço para imaginar grandes invenções e construções robóticas para a exploração espacial em um futuro próximo.

É um sonho que ela deseja tornar realidade – e num curto espaço de tempo. Como explicou sua mãe, Daphne McQuarter, ao programa Good Morning America, a menina costumava dizer que trabalharia para a Nasa e que “seria a garota negra mais jovem” a atuar na agência espacial norte-americana. Ao acelerar a sua formatura no Ensino Médio a partir de muito esforço e dedicação, ela mostrou à mãe que não estava brincando.

Uma mente brilhante

De olho na jovem prodígio, estavam presentes em sua cerimônia de entrega de diploma do Ensino Médio um dos diretores da Nasa, Clayton Turner, do centro de pesquisa Langley, e também a prefeita Rachel Proctor, da cidade de DeSoto, no Texas.

Apesar de não viver em DeSoto, Alena se tornou cidadã honorária após ser recebida pela prefeita em seu gabinete. No começo do ano, Rachel Proctor se tornou a mais jovem prefeita a ocupar o posto na história da cidade, feito que inspirou Alena a correr atrás de seus objetivos, apesar da pouca idade. “Obrigada, prefeita Rachel, por abrir sua cidade, seus braços e suas portas para mim”, escreveu a estudante em seu Instagram.

Pela igualdade de acesso à ciência

Alena notou as disparidades raciais e de gênero nos campos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM, na sigla em inglês) e decidiu fazer algo a respeito. Ela lançou seu próprio site, o Brown Stem Girl (BSG), para fornecer apoio a outras garotas negras nessas áreas. Com o desejo de criar oportunidades para jovens com menos de 18 anos, sua fundação oferecerá orientação e recursos financeiros para aquelas que precisarem.

“Ela disse: ‘Eu quero criar essa cultura de garotas negras em STEM, porque existe essa lacuna, e eu quero fazer alguma coisa para mudar isso'”, contou a mãe no programa de TV.

Um dos próximos projetos de Alena é um livro infantil intitulado “Brainiac World”. O nome vem de uma provocação que a garota recebia de outras crianças quando era mais nova. Em inglês, “brainiac” é uma gíria de conotação negativa que descreve pessoas extremamente inteligentes. A estudante contou que a sua ideia é ressignificar essa palavra e transformá-la em algo positivo.

Ela também está trabalhando em um podcast. “Meu podcast vai incentivar garotas no STEM, nele eu vou chamar outras mulheres e meninas da área para fazer e responder perguntas”, promete.

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