Com informações do Infoglobo
MANAUS – Quando começou sua transição de gênero, o acrobata e produtor cultural Lui Castanho não se encaixava mais em nenhum dos papéis que antes desempenhava no circo. Afastou-se do picadeiro por alguns anos até começar a dar aulas de acrobacias aéreas na Casa do Palhaço, em Florianópolis. Lá, conheceu outras pessoas trans que estavam se aproximando do mundo do circo, como Noam Scapin e Juno Nedel, também interessados em acrobacias aéreas, e Helen Maria e Vulcanica Pokaropa, ambas com experiência em teatro de rua.
Em 2017, os cinco se juntaram para criar a Fundo Mundo, a primeira companhia circense do Brasil formada exclusivamente por transexuais, travestis e pessoas não binárias. A Cia. Fundo Mundo participa, neste domingo, 8, amanhã do “Todos os gêneros: Mostra de arte e diversidade”, festival online realizado pelo Itaú Cultural até o dia 13.
A Cia. Fundo Mundo faz humor a partir da quebra de expectativas do público. O espetáculo “Sui generis”, disponível no YouTube, começa com Helen falando sobre seu “sonho de princesa”: a cirurgia. Quando o público já está emocionado, alguns à beira das lágrimas com a história, ela revela: a cirurgia era de adenoide. Um pouco depois, Vulcanica aparece, de lingerie, denunciando que a polícia tentava impedi-la de exercer sua profissão: ela é professora.
“A maioria da galera que assiste as nossas apresentações é de aliados da população LGBTQIAP+ e fica até com receio de rir da gente. Mas depois que os transexuais da plateia começam a rir, eles se soltam”, conta Lui. “Nosso objetivo é fazer piada com a normatividade e mostrar como ela é ridícula”, disse.
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