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1 de dezembro de 2021
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Mencius Melo – da Revista Cenarium

MANAUS – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passa a adotar uma nova metodologia para estudar os municípios brasileiros. No caso amazônico, o estudo ganha proporções maiores devido ao tamanho territorial do Amazonas.

Cidades como Parintins apresentam, assim como outras, constantes mudanças que agora passam a ser acompanhadas anualmente pelo IBGE (Reprodução/Internet)

A chamada Malha Setorial Intermediária 2019, que trata-se da classificação de setores censitários urbano e rural com a finalidade de planejamento territorial, foi disponibilizada no formato digital e a partir de agora passará a ser anual.

É a primeira vez que a malha é disponibilizada independente de um censo demográfico ou agropecuário. Por isso é conhecida como Setorial Intermediária.

Segundo Adjalma Batista, disseminador de informações do IBGE no Amazonas, para melhor estudar demográfica e socialmente os municípios, o IBGE subdivide os territórios desses municípios em pequenas partes denominados setores censitários.

Ele explica que esses setores podem estar localizados na zona urbana ou zona rural. “Os setores censitários levam em conta as diversas características que ajudam na apuração de uma pesquisa, podendo ser uma aldeia indígena, uma favela, condomínio, vila, povoado ou até mesmo uma área de preservação ambiental”, detalhou.

Tefé é um dos municípios que perderam status territorial, em recente estudo do IBGE (Reprodução/Internet)

Estudo apurado

Segundo Adjalma, essa divisão oficial facilita estudos mais detalhados. “Essa divisão é um referencial sobre qualquer estudo detalhado dos municípios. Ela é fundamental porque essas áreas são dinâmicas e sofrem constantes alterações tais como a criação de bairros, loteamentos, vilas, povoados e até mesmo invasões”, explicou.

Por ser anual, a partir de 2020, os estudos podem contribuir sobremaneira para a compreensão do Amazonas, que é um Estado de proporções gigantescas, onde cada município possui especificidades sui generis.

“O Estado do Amazonas e suas imensas áreas terão a oportunidade de detalhar melhor os seus territórios”, completou.

Alguns dados

Em relação à Área Urbana de Alta Densidade de Edificações, 4.599 setores censitários de Área Urbana de Alta Densidade de Edificações foram mapeados (44,4%). Nesses casos, leva-se em consideração que a área edificada deve ser maior do que a área vazia.

Por conta da exploração do gás natural, Coari foi uma das cidades que mais cresceu no Amazonas na última década (Reprodução/Internet)

Esses setores apresentam a maior concentração de domicílios, sistema viário desenvolvido, estruturas e equipamentos urbanos (edificações, pavimentação, rede elétrica, sanitária e etc.).

Geralmente são áreas compostas pela aglomeração presente nas sedes municipais ou nas vilas. Os municípios que apresentaram maior quantidade de setores censitários nessa classificação foram: Manaus com 3,.20 setores censitários (66,70%), Parintins com 144 setores (3,13%), Itacoatiara com 112 setores (2,43%), Tefé com 78 setores (1,70%) e Autazes com 179 setores censitários (3,86%).

Povoados

A terceira classificação com maior número de setores censitários no Amazonas foi o povoado com 403 setores censitários (3,89%). São áreas que além de apresentar critérios gerais de aglomerado rural, daquelas que contém aglomerações de domicílios, mas apresentam determinado estado de isolamento com relações às vilas, cidades e demais áreas urbanas.

Bem como apresentam pelo menos duas das seguintes ocorrências: estabelecimento de ensino de funcionamento regular, posto de saúde com atendimento regular, templo religioso de qualquer credo, estabelecimento comercial de venda de bens de consumo frequente.

Maués tem sua economia ancorada na produção do guaraná e suas dinâmicas agora medidas de forma anual (Reprodução/Internet)

Os municípios que apresentaram maior quantidade de setores censitários nessa classificação foram: Tabatinga com 31 setores censitários (7,70%), Manacapuru com 26 setores (6,45%), Atalaia do Norte com 25 setores (6,20%), Manaus com 20 setores (6,95%) e Tefé com 20 setores censitários (6,95%).