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23 de abril de 2021

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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – Uma ação exclusiva para taxistas de Manaus realizada pelo Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) nesta quinta-feira, 4, promove a venda do litro da gasolina por R$ 3,50. O “Combustível a preço justo” acontece no Posto São Lucas, na Avenida Cosme Ferreira, Zona Leste da capital e objetiva alertar sobre ações da Petrobras, que apenas em 2021 aumentou o preço do combustível cinco vezes.

“Nosso debate principal é em relação ao preço do combustível. A Petrobras é uma empresa estatal e pertence ao povo brasileiro. Nada mais justo que, em meio ao período que estamos passando, ela cumpra o seu papel. Por ser uma empresa integrada, ela tem a obrigação de passar o preço justo”, explicou o representante do Sindipetro-AM, Marcos Ribeiro.

Na ação, o sindicato vai distribuir cupons para os 100 primeiros taxistas. Cada veículo poderá abastecer 20 litros de gasolina por R$ 70. Ou seja, o litro sairá a preço de R$ 3,50. A Sindipetro-AM afirma que um estudo sobre o preço feito pelos petroleiros garante lucro tanto para a empresa quanto para o dono do posto.

Prioridades

“A gestão da Petrobras junto com o governo não quer ter isso como prioridade. A prioridade está sendo em agradar o mercado internacional. Nossa alternativa é que a Petrobras venha suspender a venda das refinarias e colocar as refinarias para operar com 100% da sua capacidade. É necessário que a gente venha a discutir o papel da Petrobras”, ponderou.

Segundo o Sindipetro, a campanha “A Preço Justo” faz parte do calendário da categoria petroleira e ocorre nacionalmente em ações do Sindipetro-AM, da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e dos 13 sindipetros filiados para vender gás de cozinha ou combustível a preço justo com o objetivo de dialogar com o cidadão os impactos da privatização da Petrobras.

Aumento

O anúncio do aumento no preço dos combustíveis (gasolina e álcool) e do gás de cozinha ocorreu na segunda-feira, 1º, pela Petrobras. A medida passou a valer já na terça-feira, 2, e foi criticada por autoridades e sindicatos do setor. Para o Sindipetro-AM, os reajustes são consequências da política de preços aplicada pela estatal que segue o mercado internacional, mas deixa de beneficiar o nacional.

O reajuste elevou o preço da gasolina, diesel e gás de cozinha em 5%. O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) busca o fim da Paridade de Preço Internacional (PPI), medida aplicada na Petrobras desde 2016, e teme novos aumentos, caso não sejam adotadas medidas da petrolífera.