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29 de janeiro de 2022
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Com informações do Portal IG

SÃO PAULO – Em 2020, a  apresentadora, empresária, cantora e atriz Xuxa Meneghel anunciou o lançamento de uma série de livros infantis. Em novembro daquele ano, foi publicado o primeiro volume, “Maya: Bebê Arco-Íris”, sobre uma anjinha que precisava escolher a família perfeita para cuidar dela na Terra e acaba escolhendo uma família com duas mães.

A história busca abordar as experiências e as reflexões de uma criança despida dos preconceitos e julgamentos existentes na sociedade, além de falar sobre o carinho e amor que existe nas relações familiares de pessoas homoafetivas. A história que  Xuxa narra nas páginas foi realmente vivida por duas mulheres, a compositora Vanessa Alves, 47, e Fabianne Geledan, 34, que em janeiro de 2020 tiveram sua primeira filha, Maya, afilhada da empresária.

Vanessa passou grande parte de sua vida cercada de crianças e é figura carimbada para os fãs do mundo da Xuxa, mais conhecida como Vanynha. Quando era adolescente, fazia parte de sua rotina acompanhar crianças portadoras de deficiência ao programa Xou da Xuxa. Sua presença e seu trabalho despertaram afeto na apresentadora, que a contratou.

Além de trabalhar na produção, Vanessa compôs a maioria das músicas infantis dos volumes de “Xuxa Só Para Baixinhos”, além de ter feito participações como a Ratinha Rosa. Mais do que colegas de trabalho, Vanessa e Xuxa se tornaram amigas.

Mesmo trabalhando desde os 19 anos com o universo infantil, foi só aos 27 que ela sentiu desabrochar o desejo de ser mãe. Mas, naquele momento, esse sonho foi colocado em pausa. “Eu estava solteira e achava que precisava ter alguém para compartilhar esse sonho comigo”, conta Vanessa ao iG Queer.

Ao mesmo tempo em que tinha esse desejo, a compositora acompanhava de perto a maternidade de Xuxa e sua relação com Sasha Meneghel. “Era lindo de ver. A Xuxa sempre teve muito amor, respeito e verdade. Incentivava a criatividade, o lúdico”, lembra. Esses valores ficaram frescos em sua memória e se tornaram inspiração e exemplo da maneira como ela gostaria de ser quando chegasse o momento de viver a maternidade.

(Reprodução/Dani Badaró)

Vanessa passou a se identificar como uma  mulher lésbica quando assumiu seu relacionamento com Fabianne há oito anos. O encontro das duas foi ainda mais especial porque Fabianne, agora sua esposa, sempre expressou que queria ser mãe. “Fabi é a melhor coisa da minha vida, agradeço tanto a Deus por ter encontrado um amor tão lindo, uma parceira. E quando ela me disse que nasceu para ser mãe, fiquei muito feliz”, diz.

Apesar do tom decidido, elas esperaram alguns anos para engravidar, o que aconteceu só em 2019. O parto seria normal, mas isso se tornou impossível porque Maya tinha o cordão umbilical enrolado no pescoço. Então, esperaram Maya querer nascer para correr para o hospital. Mesmo morando a 15 minutos dele, Vanessa e Fabianne decidiram se hospedar em um hotel ao lado, que ficava a cinco minutos.

Maya nasceu no dia 26 de janeiro de 2020.  Xuxa estava na sala de parto com o casal. “Eu compus uma música para Maya que tocou na sala antes de ela nascer. Xuxa gravou e fez fotos. Foi inesquecível”, conta sobre os bastidores.

Vanessa se emociona ao falar sobre como foi a chegada de Maya. Ela diz que, apesar de parecer clichê, nenhuma palavra existente conseguiria expressar nem ao menos um pouco das emoções daquele dia. “Só vivendo para saber o que é. Nunca senti uma emoção tão grande na minha vida quanto o nascimento da minha filha”, diz. Leia a matéria completa no Portal IG.