Confirmada para BBB22, Linn da Quebrada tem equipe de redes sociais composta por travestis

Com informações do Infoglobo

MANAUS – As redes sociais de Linn da Quebrada, participante do BBB 22 que vai entrar na casa nesta quinta-feira, 20, têm como responsáveis cinco travestis, assim como ela. No Twitter da atriz, os administradores da rede explicaram que elas integram o grupo de 20 pessoas que compõem a equipe profissional de Linn, que envolve assessores e consultores jurídicos. As cinco cuidam das redes sociais.

A participante está confinada em um hotel, assim como Arthur Aguiar e Jade Picon, que também integram o grupo “Camarote”, para a recuperação da Covid-19. Apesar de terem testado positivo, nenhum dos três apresentou sintoma grave, e o período de isolamento acaba nesta quinta, quando vão se juntar ao resto da casa.

No fim do ano passado, Linn comemorou a conquista da nova certidão de nascimento, com o nome de Lina Pereira dos Santos. “Talvez vocês já estejam cansados de (me) ver chorando e emocionada nesses últimos dias, mas é que está sendo muito especial para mim estar vivendo esse momento de poder estar me tornando aquela que eu gostaria de ser”, disse ela em vídeo do Instagram, com a canção “Eu matei o Júnior” de fundo.

Além de atriz, Linn da Quebrada também é cantora. Parte de sua história foi contada no documentário  “Bixa travesty”, que começa com a rapper olhando para a câmera e mandando um recado, quase em tom de ameaça, para o patriarcado: “Vamos aprender suas técnicas e aprimorá-las”.

No documentário, Linn desafia o entendimento tradicional de identidade de gênero: “Antes eu era traveco, agora sou mulher”, diz, definindo-se como “bicha”, travesti e mulher cisgênero.

Revela que, antes de ser Linn, foi Luno. E, aos 17 anos, Laura. “Linn da Quebrada vem dos cacos de um espelho que antes refletia um homem”, resume, enquanto vê fotos antigas.

Conhecendo a história de Linn, ou Lina, fica fácil entender porque a representatividade de cinco travestis cuidando de suas redes sociais é importante para a artista. Quando fez parte do documentário, a ativista social de 31 anos falou sobre a experiência de ter sido voz para outras mulheres, cujos corpos sofrem tantos estigmas perante à sociedade.

“Sinto como se o filme não fosse mais sobre mim”, disse na época ao GLOBO. “Partiu do meu corpo, minha experiência e da minha narrativa, mas sou apenas um canal. Não se finaliza em mim. Minha história é capaz de formar pontes e de nos aproximar de corpos com os quais não temos intimidade”, relatou.

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