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28 de novembro de 2021
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Com informações da Reuters e do G1

A CoronaVac, potencial vacina contra a Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, mostrou ser 100% eficaz na prevenção de casos graves e moderados da doença, disse nesta quinta-feira, 7, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, que acrescentou que a vacina também evitou internação hospitalar em todos os voluntários do estudo clínico em Fase 3 que contraíram a doença.

Ele afirmou que o Butantan teve nesta quinta a reunião inicial com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), prevista no protocolo da agência para um pedido de uso emergencial da vacina e deve ter novo encontro com o órgão regulador ainda nesta quinta.

Ele voltou a afirmar que os testes clínicos com a CoronaVac mostraram que ela está entre os imunizantes mais seguros contra a Covid-19.

“As pessoas que receberam a vacina, em relação às que não receberam, não tiveram nenhum caso de Covid grave. Ou seja, a vacina protegeu 100% em relação a casos graves. Não só: protegeu também 100% contra casos moderados. Ou seja, as pessoas vacinadas nesta população de alto risco foram protegidas da doença moderada e grave”, afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Testes clínicos

Ainda nesta quinta, o governo de São Paulo informou que a CoronaVac registrou 78% de eficácia nos testes clínicos feitos no Brasil. A vacina contra a Covid-19 é desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

“Esse resultado significa que a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan tem elevado grau de eficiência e eficácia para proteger a vida dos brasileiros contra a Covid-19. As pessoas que forem imunizadas com a vacina do Instituto Butantan terão entre 78% a 100% menos possibilidade de desenvolverem a Covid-19”, afirmou o governador João Doria (PSDB) em coletiva de imprensa.

Ainda de acordo com o governo, a vacina garantiu a proteção total (100%) contra mortes, casos graves e internações nos voluntários vacinados que foram contaminados.

Com o resultado, segundo Doria, o Butantan iniciou o pedido para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de autorização para o uso emergencial da vacina no país. A expectativa é a de que os dados sejam analisados em até dez dias. Uma nova reunião entre o Instituto e a Agência deve ser realizada ainda na tarde desta quinta.