Coronel Marcos Rocha é reeleito em Rondônia com diferença de 40 mil votos contra Marcos Rogério

O resultado foi o oposto do que previa a última pesquisa Ipec feita no Estado, que apontava uma virada neste 2° turno para o adversário Marcos Rogério (PL) (Divulgação)
Iury Lima – Da Revista Cenarium

VILHENA (RO) – Com 99% das urnas eletrônicas apuradas, Coronel Marcos Rocha (União), foi reeleito, em Rondônia, para mais quatro anos no poder. O Estado teve, neste pleito, mais de 1,2 milhões de eleitores aptos a votar, e mais de 52%, quase 460 mil rondonienses, escolheram o atual governador para um novo mandato

O resultado foi o oposto do que previa a última pesquisa Ipec feita no Estado, que apontava uma virada neste 2° turno, para o adversário Marcos Rogério (PL). Ele teve 413 mil votos, conquistando a confiança de 47,46% dos eleitores.

O governador reeleito votou pela manhã, no Colégio Militar Tiradentes, acompanhado pela esposa, Luana Rocha, e os dois filhos. A diferença foi de pouco mais de 40 mil votos.

PUBLICIDADE
CandidatoVotos totais Votos (em %)
Marcos Rocha (União)457.78452,54%
Marcos Rogério (PL) 413.50247,46%
Fonte: TSE

O governador

Natural do Rio de Janeiro (RJ), Marcos José Rocha dos Santos é formado em Análise de Sistemas de Dados, Administração de Negócios, e tem pós-graduação em Educação e Técnicas de Ensino. Tem 53 anos e é casado com a secretária de Estado de Assistência Social, Luana Oliveira Santos (a quem deu o cargo), com quem tem dois filhos.

Ele ascendeu, pela primeira vez, ao poder, em 2018, quando foi eleito governador com mais de 530 mil votos, 66,34% dos eleitores que compareceram às urnas no 2° turno daquele ano. Na época, Rocha desbancou o adversário Expedito Junior, que concorreu pelo PSDB e fechou o pleito com quase 270 mil votos, portanto, 33,66% do eleitorado.


Rocha ascendeu, pela primeira vez, ao poder, em 2018, quando foi eleito governador com mais de 530 mil votos (Reprodução/Redes Sociais)

Nos últimos quatro anos, Marcos Rocha governou muito alinhado ao governo federal e aos interesses do (então) presidente Jair Bolsonaro (PL). O governador foi muito criticado por ambientalistas e organizações da sociedade civil e enfrentou a Justiça por repetidos ataques ao meio ambiente, com projetos de lei que liberava o garimpo no Rio Madeira e reduzia importantes áreas de conservação da biodiversidade, no Estado – todos derrubados -, além de catastrófica gestão, na avaliação de especialistas da área de saúde, no combate à pandemia de Covid-19, que inclui distribuição gratuita de medicamentos ineficazes contra a doença, como a cloroquina, que foi utilizada em tratamentos hospitalares.

Marcos Rogério

Antes de concorrer ao cargo de governador, Marcos Rogério saiu do DEM para se filiar ao PL, mesmo partido de Bolsonaro, a quem ele associou sua imagem durante a campanha. Rogério ocupou o cargo de senador por Rondônia por quase quatro anos.

O político nasceu no município de Ji-Paraná, na região central de Rondônia, a 372 quilômetros de Porto Velho. Aos 44 anos, é formado em Direito, Jornalismo e tem mestrado em administração pública.

Antes de concorrer ao cargo, Marcos Rogério foi senador por Rondônia (Reprodução)

Em conversa com a imprensa durante a votação deste domingo, o então candidato disse que deixa esta campanha aliviado. “Foi uma campanha, realmente, muito intensa. Eu chego ao final dela com o coração leve, com muito amor, com muita esperança e com muita motivação”, declarou Marcos Rogério.

PUBLICIDADE

O que você achou deste conteúdo?

Compartilhe:

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.