Covid-19: Wilson Lima pede à Fiocruz comprovação sobre segunda onda em Manaus

Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – O governador Wilson Lima (PSC) disse nesta quarta-feira, 14, que encaminhou nessa terça-feira, 13, uma documentação formal à Fundação Oswald Cruz (Fiocruz Amazônia) para que comprove os números que indicam a conclusão que Manaus está vivenciando a segunda onda da pandemia do novo Coronavírus.

“O Estado do Amazonas está encaminhando formalmente um documento para Fiocruz, para que ela mostre os números e indique como é que ela chegou à conclusão de que está havendo a segunda onda no Estado do Amazonas”, disse Wilson Lima, durante divulgação de um balanço do Comitê de Enfrentamento à Covid-19.

No mês de setembro deste ano, uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do epidemiologista Jesem Orellana, apontou que Manaus vive uma segunda onda de casos da Covid-19. O Governo do Amazonas e o Ministério da Saúde, no entanto, negam as afirmações do pesquisador, e alegam que o aumento de casos e no número de óbitos no sistema, correspondente a outros períodos.

Durante entrevista coletiva, Wilson Lima disse também que não há indícios de aumento de casos por Covid-19 ocorrido por conta da flexibilização das medidas preventivas ou por conta da volta às aulas no Amazonas, que começaram a retornar a partir do dia 10 de agosto no Estado.

O governador criticou, também, uma possível instalação de lockdown em Manaus. Segundo ele, a medida irá prejudicar a população com mais vulnerabilidade. “Esse não é o perfil do governo do Estado, o governo está trabalhando para recuperar as atividades econômicas e garantir a segurança necessária a todos os cidadãos”, relevou.

Decreto

De acordo com o governador, nos próximos dias, estará baixando um decreto com recomendações aos municípios do Amazonas para que sigam as orientações preventivas e com o objetivo de evitar aglomerações em comícios, a fim de diminuir o aumento da transmissão de casos da Covid-19.

“Nós ainda estamos com a Covid-19 no Estado do Amazonas. Tem cenas que a gente vê em alguns municípios, que dá a impressão que chegou a vacina, porque está todo mundo sem máscara, divindo o mesmo copo e isso vai ocupar em ocupações de leitos em hospitais públicos e nós não vamos ter condições de atender todo mundo ao mesmo tempo”, disse Wilson Lima.

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