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23 de junho de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium

Chuvas e planejamento em baixa

Invocando o sigilo da fonte, especialistas em serviços de meteorologia do governo federal afirmam que a crise hídrica que se avizinha poderia ter sido evitada se os ministérios do Executivo tivessem se pautado pelo planejamento. Essa corrida, de última hora, para o acionamento de térmicas e tentativas de segurar água em reservatórios é um sinal claro disso, afirmam os profissionais. Argumentam que a diminuição do índice pluviométrico é um processo de longo prazo e que já se verifica, há vários anos, um viés de baixa no regime das chuvas. O Operador Nacional do Sistema Elétrico já cravou que a situação dos afluentes é a pior em mais de 90 anos.

Sem investimentos

O problema, segundo eles, é falta de investimento no segmento de meteorologia e até mesmo a subutilização dos dados, já que é uma característica do governo federal o desprezo aos especialistas e à ciência. No Ministério das Minas e Energia, seguem dizendo que as ações adotadas – acionamento de térmicas, importação de energia de países vizinhos e flexibilização das restrições hidráulicas de usinas – são o suficiente para garantir fornecimento de energia e potência para este ano, sem a necessidade de racionamento.

Mudanças Climáticas

A crise hídrica não pode ser dissociada de vários fatores, tanto internos do Brasil quanto mudanças climáticas globais, e deve se estender pelo menos até 2022, asseguram as fontes. Se o racionamento de energia será adotado ou não, trata-se ainda de um evento a se confirmar. Mas, de um impacto da crise a população não se livrará: do aumento substancial da tarifa de energia. Os amazonenses, que já pagam uma das tarifas mais caras do País e até se acostumaram com os cortes frequentes na energia, terão de comprometer mais a sua renda para pagar a conta de luz. Isso porque as térmicas e a importação de novas fontes são formas mais caras de produção de energia.