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30 de novembro de 2021
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Da Revista Cenarium*

MANAUS – O cacique Aritana Yawalapiti, uma das lideranças indígenas mais influentes do Brasil, conhecido por defender os direitos indígenas e proteger a Amazônia, morreu nessa quarta-feira, 5, em um hospital de Goiânia por complicações respiratórias causadas pelo novo coronavírus, informaram seus familiares.

A morte do líder do Alto Xingu, no Mato Grosso, foi confirmada pelo sobrinho, Iano Yawalapiti. Segundo ele, Aritana, de 71 anos, que sofria de hipertensão, foi diagnosticado com a Covid-19 e internado na unidade de terapia intensiva do hospital São Francisco de Assis em 22 de julho, depois de sofrer sérios problemas respiratórios que afetaram um de seus pulmões.

A Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib) lamentou a perda do cacique e lembrou que ele lutou corajosamente por duas semanas após superar as dificuldades de transporte para receber atendimento médico.

Aritana era conhecido mundialmente por sua luta para proteger desde os anos 1980 o território Xingu, uma reserva de 26.000 km2, onde residem 16 povos indígenas, ameaçados pela extração ilegal de madeira, bem como por invasões. “É um dia escuro, um dia de luto pela humanidade, outra figura imensa da luta indígena se extingue com o desaparecimento do cacique Aritana (…) considerado a mais alta autoridade do Alto Xingu”, lamentou a ONG francesa Planète Amazone em nota.

Grupo vulnerável

As comunidades indígenas, historicamente dizimadas por doenças trazidas da Europa, têm baixa imunidade a vírus do exterior. Mais de 630 indígenas morreram pelo coronavírus e pelo menos 22.000 contraíram a doença, de acordo com o balanço mais recente da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).