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24 de julho de 2021
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Com informações do G1

MANAUS – A defesa de Carlos Wizard pediu nessa segunda-feira, 14, à CPI da Pandemia que o depoimento do empresário à comissão seja feito de forma virtual.

A CPI aprovou a convocação de Wizard em 26 de maio, e o depoimento está marcado para a próxima quinta-feira, 17. Integrantes da comissão suspeitam que ele tenha participado do suposto “gabinete paralelo”, que teria aconselhado o presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.

Segundo a defesa, o empresário está nos Estados Unidos desde 30 de março, “acompanhando tratamento médico de familiar”.

“Se o requerente [Wizard] deixar o território americano para atender a convocação dessa importante Comissão Parlamentar, não poderá retornar de imediato por conta das restrições de entrada impostas pela Ordem Executiva de 25 de janeiro de 2021 da Presidência da República dos Estados Unidos”, acrescentou a defesa.

A cúpula da CPI disse que vinha encontrando dificuldade de comunicação com Wizard. Os parlamentares cogitavam acionar a Justiça para que o empresário fosse intimado e obrigado a comparecer.

Vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) defendeu nesta segunda a rejeição do pedido. Relator, Renan Calheiros (MDB-AL) disse que a solicitação ainda será analisada.

Esta não é a primeira vez que um convocado pede para ser ouvido por videoconferência. A Pfizer pediu à comissão que o depoimento de um representante ocorresse dessa maneira, o que acabou não acontecendo.

O pedido dos advogados

No ofício enviado à CPI da Pandemia, os advogados Adelmo Emerenciano, Sergio Emerenciano e Maria Isabel Bermudez Colombo também pediram acesso aos documentos obtidos pela CPI e relacionados a Wizard.

“Foi amplamente noticiado na imprensa e afirmado por membros desta comissão investigadora que a mesma detém documentos que implicam o requerente [Wizard] em uma direta relação com as irregularidades e ilícitos investigados, tendo, inclusive, ocorrido a reclassificação do nível de sigilo desses documentos”, afirmou a defesa.

Diante disso, argumentaram os advogados, a defesa precisa ter “pleno acesso” aos documentos antes do depoimento.