2 de março de 2021

Luís Henrique Oliveira – Da Revista Cenarium

MANAUS – A Prefeitura de Manaus suspendeu a vacinação contra o novo coronavírus justamente no dia em que o Amazonas bateu recorde de infectados em um único dia, 5.009 pessoas, sendo 3.632 na capital do Estado. A decisão causou espanto, repercutindo negativamente no País. O assunto é destaque na CNN Brasil nesta quinta-feira, 21.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) alega que o Estado deve entregar um ‘’plano reorganizado’’ de distribuição de doses nas unidades de saúde, mas o que na prática a Prefeitura está fazendo é não assumir as próprias responsabilidades na operacionalização e aplicação da vacina.

Em qualquer campanha, apontam profissionais da área, o Governo manda a lista de unidades de saúde a serem atendidas e a Prefeitura deve fazer a vacinação. Como a vacina enviada pelo Governo Federal neste momento é para apenas 34% dos profissionais de saúde, o Estado também repassou as prioridades a serem seguidas.

Mas ao contrário disso, a Prefeitura começou a vacinação por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ao invés de ter dado preferência aos profissionais que atuam em prontos-socorros e hospitais que estão na linha de frente no combate à Covid-19, como o Delphina Aziz e 28 de Agosto.

Para completar, no mesmo dia do lançamento da campanha de vacinação, viralizou em redes sociais médicas recém-formados vacinadas em UBS, que haviam sido nomeadas pela Prefeitura no dia anterior à vacinação, na segunda-feira, 18.

Órgãos de controle como o Tribunal de Contas (TCE) estão cobrando explicações da Prefeitura de Manaus diante das falhas na campanha de vacinação. O TCE quer inclusive a lista dos vacinados, nome a nome. A Semsa ainda não respondeu se já prestou esclarecimento ao órgão fiscalizador.