Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
15 de outubro de 2021
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE
image/svg+xml
Via Brasília – Da Revista Cenarium

Provas contundentes

As revelações que estão surgindo sobre a controversa compra da vacina Covaxin, por intermédio de uma empresa privada, têm potencial para se tornar em escândalo que pode parar na sala do presidente Jair Bolsonaro. Animada, a oposição na Câmara prepara pedido de investigação no MPF e TCU para apurar a responsabilidade do governo no episódio. A estratégia é pedir a convocação dos ministros da Justiça e da Saúde, além da coleta de assinaturas para “CPI da corrupção”. Se vingará ou não, isto ainda é uma incógnita, mas há expectativa de que novos fatos poderão vir à tona ainda hoje, na coletiva marcada para logo mais, 16h, pelo deputado federal, Luís Miranda (DEM-DF). Miranda é irmão de um servidor do Ministério da Saúde que teria “provas contundentes” acerca das irregularidades nas negociações da compra da vacina Covaxin.

Escândalo

Há informações de que o deputado federal Luís Miranda teria avisado pessoalmente o presidente de que algo irregular estava se passando na aquisição do imunizante. Miranda deve depor na CPI e poderá confirmar a informação já divulgada pela mídia. O enredo superfaturamento, empresa encrencada em outras várias investigações e política costuma ser facilmente entendido pela população. Não por acaso, a imprensa está reforçando a cobertura nesse assunto, e a CPI já viu no episódio uma via mais fácil para fustigar o presidente.

Água na fervura

Um dia depois do conflito entre policiais do Distrito Federal e indígenas na porta da Câmara – que teria deixado ao menos seis feridos, a líder da oposição na Câmara, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB -AC) achou por bem colocar água na fervura. Em que pese considerar que o texto do PL 490/2007), em análise na CCJ, é a materialização da “boiada passando”, num claro retrocesso nos direitos e garantias constitucionais dos indígenas, Almeida faz um aceno à negociação. Diz que, por mexer muito com a vida dos indígenas, esse projeto não pode ser apreciado e votado sem ao ouvir suas lideranças. Por isso, está propondo “sentar à mesa” com o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AC). A aguardar se essa postura mais moderada da oposição trará resultados práticos aos indígenas.