2 de março de 2021

Victória Sales – Da Revista Cenarium

MANAUS – Após a nomeação de Reizo Castello Branco, nessa quarta-feira, 20, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), decidiu nomear também o ex-vereador Carlos Rene de S. Portta. A nomeação foi publicada em decreto no Diário Oficial do Município (DOM). O ex-vereador foi nomeado como gerente do Café Teatro.

Durante as eleições de 2020, Carlos Portta foi derrotado nas urnas, o qual teve apenas 946 votos. Junto com ele, Almeida também nomeou o ex-vereador Reizo Castello Branco, filho de um dos políticos mais conhecidos da cidade, que ocupará o cargo de diretor de Departamento de Infraestrutura e Qualificação Turística.

Nomeação dos novos servidores consta no DOM dessa quarta-feira, 20 (Divulgação)

Atualmente com 43 anos, o humorista conseguiu pela primeira vez uma cadeira na Câmara Municipal de Manaus (CMM) em 2016, com 6,6 mil votos. Após usar o bordão “TamoPuttoJunto” na TV, o ex-vereador conseguiu ter uma chance com a população.

Até 2018, Carlos Portta havia apresentado dez projetos e 12 indicações e somente um foi aprovado, o qual altera a lei nº 392 de 27 de junho de 1997 do Código Sanitário de Manaus. Com a alteração era possível identificar a oferta de empregos e até mesmo do preço do pão.

Nomeações

Juntamente com Carlos Portta e Reizo Castelo Brancos, David também nomeou outro político que não conseguiu se eleger em 2020, Elias Emanuel, para o cargo de diretor de Departamento de Grandes Eventos, com publicação direta no Diário Oficial do Município (DOM).

Polêmica

A administração de David Almeida causou polêmica ao divulgar a nomeação de Gabrielle e Isabelle Lins, da família que gerencia uma das maiores universidade privadas da capital. Elas foram acusadas de “furar a fila” na imunização contra o novo Coronavírus, por conta da acelerada  da nomeação na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

As duas são médicas, mas o que chamou a atenção da população foi o fato de terem sido nomeadas em cargos comissionados na prefeitura às vésperas e no dia do início da vacinação em Manaus. O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) abriu investigação para apurar suspeita de desvio de vacinas.