Destroços de foguete chinês caem no Oceano Índico

Com informações do O Globo

PEQUIM — Os destroços do grande foguete chinês que descendiam desgovernadamente caíram no Oceano Índico neste domingo (noite de sábado, 8, no Brasil), e a maior parte de seus componentes queimaram na entrada na atmosfera. A queda põe fim a dias de medo sobre a possibilidade dos destroços atingirem regiões habitadas e especulações sobre o ponto de impacto.

As coordenadas dadas pela mídia estatal chinesa, que citam o Escritório de Engenharia Espacial do país, afirmam que o ponto de impacto foi ao oeste das Ilhas Maldivas.

A China pôs em órbita o primeiro módulo de sua estação espacial em 29 de abril, graças a um foguete Longa Marcha 5B — o mais poderoso e imponente lançador chinês. É a primeira parte deste foguete, atualmente em órbita, que retornou à Terra. O lançamento do Tianhe foi a primeira das 11 missões necessárias para completar a estação espacial chinesa.

Segundo a mídia estatal chinesa, partes do foguete reingressaram na atmosfera às 10h24, hora da Pequim (23h24 de sábado no Brasil) e caíram em uma locação com as coordenadas de longitude 72,4 graus leste e latitude 2,65 graus norte.

O Comando Aéreo dos Estados Unidos confirmou que o reingresso ocorreu na região da Península Arábica, mas disseram que ainda não sabem se os destroços caíram em terra ou no mar. “A locação exata do impacto e o tamanho dos destroços, ambos ainda desconhecidos neste momento, não serão divulgados pelo Comando Espacial dos EUA”, disse o órgão em uma declaração em seu site.

O Longa Marcha foi o segundo foguete da variante 5B lançado pelo gigante asiático desde seu voo inaugural, em maio de 2020. No ano passado, destroços do primeiro Longa Marcha 5B caíram na Costa do Marfim, danificando vários prédios. Ninguém ficou ferido.

Ansiedade sobre impacto

Com a maior parte da superfície terrestre coberta por água, as probabilidades do foguete cair em áreas populadas eram pequenas desde o princípio. Os riscos de ferimentos ou destruição em grande escala, ainda menores, segundo especialistas.

Ainda assim, a incerteza sobre a queda orbital e o fato da China não ter dado garantias mais assertivas antes da reentrada geraram ansiedade. “É crítico que a China e todas as nações e entidades comerciais exploradoras espaciais ajam com responsabilidade e transparência no espaço para garantir segurança, estabilidade e sustentabilidade de longo prazo nas atividades espaciais”, disse Nelson.

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