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15 de junho de 2021
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Com informações do Site Rede Brasil Atual

SÃO PAULO – Cerca de 10 mil dos 80 mil voluntários que estariam na Olimpíada de Tóquio desistiram de participar por causa da pandemia de Covid-19. A informação é do próprio comitê organizador japonês, cuja presidenta, Seiko Hashimoto, confirmou nesta quinta-feira, 3, a realização do evento, data em que a contagem regressiva apontava exatos 50 dias para a cerimônia de abertura.

“Acho que não há dúvida de que um dos motivos (da desistência) é a preocupação com as infecções por coronavírus”, disse Toshiro Muto, CEO do comitê organizador, segundo o site Kyodo News. Ele garantiu que a baixa não afetará a organização, porque a Olimpíada teve reduzidos os planos originais.

Dentre as funções exercidas pelos voluntários estão servir como guias de torcedores nas instalações esportivas e ajudar na vila dos atletas. Eles foram selecionados em meio a aproximadamente 200 mil inscrições.

Até quinta-feira,3, o Japão registrava 750 mil casos de infecções por coronavírus, sendo 161 mil em Tóquio e 100 mil em Osaka. As mortes somaram pouco mais de 13 mil, com média móvel diária em torno de 90 vítimas. O país tem 126 milhões de habitantes.

‘Não podemos adiar novamente’

Apesar da pressão da opinião pública expressa em pesquisas que mostram que a maioria dos japoneses quer que os Jogos Olímpicos sejam adiados novamente ou cancelados, Seiko Hashimoto afirmou ao jornal japonês Nikkan Sports que a não realização só ocorreria

“se vários países vivenciarem situações muito sérias e a maioria das delegações não puderem vir”, disse. “Não podemos adiar novamente”, acrescentou a presidenta do comitê organizador. A Olimpíada está programada para começar em 23 de julho e a Paralimpíada em 24 de agosto.

No final de maio, um dos patrocinadores oficiais, o jornal Asahi Shimbun, segunda maior publicação impressa em vendas do país, publicou editorial pedindo o cancelamento dos Jogos.

“A pandemia da Covid-19 ainda não está sob controle, deixando inevitável ao governo declarar outra extensão do estado de emergência atualmente em vigor. É simplesmente fora de propósito manter a Olimpíada e a Paralimpíada de Tóquio neste verão”, afirmou o editorial, em tradução livre, logo nas primeiras linhas. “Nós solicitamos que o primeiro-ministro Yoshihide Suga avalie a situação com calma e objetividade e decida contra manter a Olimpíada e a Paralimpíada de Tóquio”, publicou.