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22 de outubro de 2021
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A democracia é um valor tão amplamente enraizado no Brasil e em boa parte do mundo que seus ideais civilizatórios contam com duas datas comemorativas. O Dia Internacional da Democracia, comemorado no último dia 15 de setembro, foi criado pela ONU para marcar a assinatura da Declaração Universal da Democracia, em 2007. Já o 25 de outubro, que celebra a democracia no Brasil, tem razão histórica: foi o dia do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, após sessão de tortura.

Nestes tempos de muitas polarizações, venho, aqui, pregar os valores democrático: o diálogo, a serenidade, a moderação. Nosso país é muito diverso, e justamente é nessa diversidade que reside a nossa pluralidade, uma vantagem comparativa enquanto nação. Não podemos deixar que num Brasil que é negro, que é branco, é índio e que pode conter diversas cores, se reduza a nenhum binarismo.

Meu chamado é para agora nos unimos pela Democracia, para que amanhã tenhamos ambiente para nos unir por muitas outras lutas igualmente caras ao brasileiro. Fui no ato em defesa da democracia em 12/09, como irei do dia 2 de outubro. Vou também porque para lutar por vacina, emprego e comida. Nas ruas, devem caber todos que queiram lutar por democracia e por avanços sociais.

Só não usemos, agora, esse momento tão decisivo da história do país, para aprofundar nas ruas a luta eleitoral. Definitivamente, essa luta terá de ficar para 2022.

Defendo o direito de todos à discordância, à crítica porque acredito ser possível, cada vez mais, exercitarmos nossa capacidade de nos ouvir com tolerância, respeito, tentando, na divergência, construir convergências.
Assim tenho tentado agir em minhas atitudes com os colegas do Parlamento, com meus amigos, familiares e nas ruas. Opiniões sobre economia, costumes e meio ambiente podem nos dividir, mas, a democracia e a liberdade sempre nos unirão!

(*) Marcelo Ramos é advogado, professor de Direito Constitucional e vice-presidente da Câmara Federal.

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