Dia do Cinema Nacional: clássicos que marcaram história na sétima arte brasileira

Priscilla Peixoto – Da Revista Cenarium

MANAUS – Dia 19 de junho é celebrado o Dia do Cinema Nacional e para enaltecer a sétima arte, em especial a brasileira, listamos algumas obras brasileiras para você assistir e curtir o final de semana com boas referências. A data foi instituída pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) por conta da série de primeiras imagens em movimento capturadas por Afonso Segreto, um dos primeiros cinegrafistas do Brasil, intitulada “Vista da Baía da Guanabara”.

No entanto, não é errado afirmar que, além do dia 19 de junho, o cinema brasileiro também é comemorado dia 5 de novembro. A celebração em dois momentos acontece porque em 1896, o cinema teve seu marco inicial no Brasil, mais precisamente em uma sala na rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro, ocorreu a primeira exibição de cinema com curtas-metragens retratando os costumes das cidades europeias.

No início do século XX, as películas eram estilos documentais. O filme de nome “Os Estranguladores”, considerado o primeiro filme de ficção brasileiro, com duração de 40 minutos. O primeiro longa-metragem foi exibido em 1914 intitulado “O crime dos Banhados ” com duração média de duas horas. Desde então, o cinema brasileiro foi expandindo, aperfeiçoando e, entre altos e baixos, presenteou os brasileiros com obras que entraram para a história da “telona”, confira algumas dicas.

Macunaíma

Dirigido por Joaquim Pedro de Andrade, Macunaíma é um clássico brasileiro do ano 1969. O gênero de comédia é baseado na obra de Mário de Andrade. O filme compõe a lista da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

O gênero de comédia é baseado na obra de Mário de Andrade (Reprodução/Youtube)

Central do Brasil

Quando se fala em filmes que se tornaram clássicos brasileiros, é quase automático lembrar dessa produção que se tornou popular dentro e fora do País. O trabalho data de 1998, é assinado por Walter Salles e foi redigido por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein. Com o gênero dramático, a obra ganhou peso com a atuação da atriz Fernanda Montenegro e, recebeu várias indicações e prêmios e até uma nomeação ao Oscar.

A obra recebeu várias indicações e prêmios e até uma nomeação ao Oscar (Reprodução/ Divulgação)

 Ônibus 174

Estilo documentário,  a obra mostra imagens reais do sequestro ocorrido no ônibus na linha 174 em 2000 no Rio de Janiero. O produto audiovisual foi dirigido por José Padilha estreou em 2002. O filme, assim como Macunaíma, também entrou para a lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.

Além de ter sido premiado como o melhor filme brasileiro e melhor documentário no  Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro em 2002, ele também ganhou o prêmio Havana Festival de 2003 como o melhor documentário.

O produto audiovisual foi dirigido por José Padilha e estreou em 2002 (Reprodução/ Divulgação)

Madame Satã

O filme aborda a vida do pernambucano João Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã, um transformista brasileiro que se tornou uma figura conhecida nas noites da Lapa carioca na primeira metade do século XX.

A obra dirigida por Karim Ainouz, é um drama biográfico realizado em 2002 e tem Lázaro Ramos como o ator que dá vida ao transformista João que também era pai adotivo, negro, homossexual, pobre e presidiário.  O trabalho é dos que estão na lista de melhores filmes brasileiros de todos os tempos e também ganhou outros prêmios e indicações para o currículo.

O filme aborda a vida do pernambucano João Francisco dos Santos mais conhecido como Madame Satã (Reprodução/ Divulgação)

A febre

A Febre é um filme de drama e suspense dirigido por Maya Da-Rin. Apresenta o diferencial de ser falado em português e nas línguas indígenas tukano e tikuna, é escrito por Miguel Seabra Lopes e Pedro Cesarino e por Maya Da-Rin. Além disso, também tem um elenco principal composto por atores indígenas do Alto Rio Negro como os Tarianas, Desanos e Tucanos.

O filme é em 2019 e conta a história de Justino, do povo Desana que partiu para Manaus quando jovem. O tempo passa e, já viúvo, o indígena divide a vida com a filha abordando o enredo de uma realidade periférica, trabalho, preconceito, sonhos, inquietude e as dificuldade enfrentadas na cidade.

 O filme ganhou o prêmio do Leopardo de Ouro de Melhor Ator para Regis Myrupu, também arrebatou o prêmio da crítica internacional da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fioresci). Regis Myrupu também recebeu o prêmio de Melhor ator no Festival de Brasília, marcando a história como o primeiro ator indígena é premiado em ambos festivais.

O filme é “A Febre”, e conta a história de Justino, do povo Desana, que partiu para Manaus quando jovem (Reprodução/ Divulgação)

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