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16 de setembro de 2021
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Via Brasília – Da Cenarium

Manifestação

O mundo político em Brasília está à espera do discurso que Bolsonaro fará no dia 7 de setembro. Muitos conselhos foram dados a ele, na tentativa de fazê-lo diminuir a tensão. Quem esteve com o presidente afirma que Bolsonaro deverá focar suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, e não no Supremo Tribunal Federal (STF) como um todo. Há uma tática eleitoral nisso: Moraes irá presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano que vem e, desde já, Bolsonaro quer criar um clima de suspeição dele. Essa estratégia soma-se aos questionamentos das urnas eletrônicas.

Cartilha de Trump

A cartilha bolsonarista é a mesma de Donald Trump. O auge do “plano” seria Moraes tomar alguma atitude contra um dos filhos do presidente, como Carlos Bolsonaro. Com isso, Bolsonaro poderia subir o tom e dizer que está sendo perseguido pelo ministro. Qualquer que seja a estratégia de Bolsonaro, alguns parlamentares da base aliada, ouvidos pela coluna Via Brasília sob a condição de anonimato, enxergam um cenário de muitas dificuldades para a reeleição do presidente, a começar pelo fato de pouquíssimos partidos quererem abrigá-lo.

Crise hídrica

Ainda que um Bolsa Família mais robusto saia do papel, que o vale-gás turbine a imagem do presidente, deputados da bancada do Nordeste, por exemplo, dizem que a medida não seria suficiente para ele vencer na região. “R$ 300 não muda eleição”, previu um deputado do Ceará e que costuma votar com o governo. Há, no horizonte, um cenário de inflação agravada, desemprego em alta e recrudescimento da crise hídrica. Ele prevê chances reais de apagão no Sul e Sudeste, o que “afundaria” ainda mais a imagem de Bolsonaro.

3ª via sem viabilidade

Questionados sobre as chances de terceira via, a percepção é de que nenhum nome posto até agora mostrou viabilidade, o que favorece a polarização. No PSDB, por exemplo, há quem diga que o partido não tem condições de liderar a terceira via e que será mais difícil fazer campanha para João Doria do que foi para Geraldo Alckmin, em 2018.

Desaprovação recorde

O cenário pessimista apontado pelos parlamentares na reeleição de Bolsonaro encontra respaldo nas pesquisas mais recentes. O PoderData revelou que a aprovação do governo do presidente Jair Bolsonaro desceu 4 pontos percentuais e chegou a 27%, enquanto a desaprovação de sua gestão é recorde: de 63%. Já a pesquisa do mercado financeiro Genial/Quaest aponta que, hoje, num eventual segundo turno, Bolsonaro seria derrotado por 30%, contra 55% dos votos de Lula. Ou seja, Lula já teria aberto uma vantagem de 25 pontos percentuais sobre o atual presidente.