Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
25 de julho de 2021
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE
image/svg+xml

Um casamento ou união estável normalmente é cercado de expectativa pelos noivos.

Passam meses planejando o grande dia… decoração da igreja, roupa a usar do cartório, escolha dos padrinhos, imóvel onde irão morar etc.

O grande problema é que esquecem de conversar sobre assuntos que são de suma importância para a manutenção do relacionamento.

Não falam de rotinas domésticas, finanças, filhos, opções religiosas… Afinal, estão tão envolvidos com a “decoração da igreja” e com outras questões que isso fica para depois.

E lá na frente é que se dão conta que estes “detalhes” nunca foram conversados. E aí já estão casados e com um “elefante” no meio da sala.

Minha experiência demonstra que a maioria dos problemas que levam ao fim do casamento existiam desde o namoro. Se tivessem sido encarados de frente, ou sequer teria havido casamento ou teriam sido resolvidos e o casamento não teria este desfecho.

E não estou falando de casamento de um ano de duração não… Incluo neste “pacote” casamentos longos, de dez anos ou mais.

Mas o casal, “anestesiado” pela paixão, acha que as coisas vão mudar.

NÃO. NÃO MUDARÃO.

Se a mulher era workaholic antes do casamento, dificilmente ela se transformará numa dona de casa dedicada.

Se o homem odeia a ideia de ter filhos, provavelmente, ele não vai mudar depois de assinar um papel. O que é um papel, afinal?

Se a vida sexual já era morna… com o casamento, a tendência é esfriar mais ainda.

Não há mágica. Um papel assinado, seja de casamento, seja de união estável, não transforma as pessoas.

Portanto, pensem bem.

Casamento ou união estável são coisas sérias e não devem ser encarados como descartáveis.

São marcos na vida das pessoas.

Envolvimento de duas famílias.

Óbvio que ninguém deve se manter junto a outrem estando infeliz, mas na maioria das vezes, se as pessoas encarassem as questões de frente antes de tomar a decisão, muitas uniões nem iniciariam.

Afinal, em sua maioria, não é a morte que separa o casal e sim a própria vida.

(*) Flávia Oleare é advogada civilista, especialista em direito de família e sucessões. É membro da Comissão de Direito de Família e Sucessóes e da Comissão de Idosos da OAB. Sócia do escritório Oleare e Torezani Advocacia e Consultoria.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.