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20 de novembro de 2021
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Iury Lima – Da Revista Cenarium

VILHENA (RO) – Por meio de depoimentos de ativistas e personagens cruciais para o enriquecimento do cenário cultural de Vilhena em diversas áreas como o teatro, a música, a literatura e o audiovisual, o documentário “Memórias Vilhenenses, História e Cultura” retrata o início da luta pelo fomento artístico, na década de 80, no município localizado a 705 quilômetros de Porto Velho.

O lançamento ocorreu de forma virtual e o material na íntegra está disponível no YouTube. Os produtores Andréia Machado, Mario Guilhermon e Washington Kuipers contam que o objetivo é valorizar toda a história e o percurso até agora, além de ajudar a resgatar a era de ouro.

Whashington Kuipers, Andréia Machado e Mario Guilhermon, produtores do documentário “Memórias Vilhenenses, História e Cultura. (Serpentário Produções/Reprodução)

O projeto do videodocumentário foi premiado em um edital promovido pela Fundação Cultural da cidade, por meio da prefeitura e da Lei Federal 14.017/2020 (Lei Aldir Blanc), do Governo Federal, justamente de incentivo à cultura durante a pandemia.

“O projeto do videodocumentário conta com depoimentos mostrando a história e a cultura do nosso município, valorizando assim a memória e a cultura local”, conta a produtora Andréia Machado, que faz parte do Ponto de Cultura e Mídia Livre Serpentário Produções e da Associação Diversidade Amazônica, entidades responsáveis pela produção e várias outras coisas.

São histórias como a de Átila Ibañez França, colunista social, músico e poeta que vive na “Cidade Clima da Amazônia” há mais de 40 anos. Ele gravou suas primeiras músicas por meio da fundação, em 1981, compondo em parceria de dois amigos. “E no meu primeiro compacto, gravamos a canção ‘Eu sou do Mato’. No Brasil inteiro, até no mundo inteiro, acredito que essa canção seja conhecida. E foi um momento cultural muito grande no nosso município, nesse período”, relembra Átila do sucesso. “O teatro aqui era fantástico. Os festivais eram muito fortes. Às vezes, tínhamos dois festivais por ano, era muito concorrido. Bons músicos, bons compositores, havia incentivo”, afirma com saudade. 

O colunista social, músico e poeta, Átila Ibañez França. (Serpentário Produções/Reprodução)

Em Vilhena desde 1979, Átila hoje é apaixonado pela cidade. “É muito tempo. Aqui eu criei minha família, aqui eu criei os meus filhos e continuamos por aqui. Acho que daqui não vamos sair tão cedo”, conta com felicidade. 

Outros nomes aparecem no elenco de convidados, entre eles, o músico e produtor cultural João Carlos Regert Neto, popular “Nettü Regert”, a atriz e produtora cultural Valdete Sousa, também o maestro Ronis Salustiano, a própria produtora cultural e jornalista Andréia Machado e mais. 

“Fiquei muito feliz com a produção do videodocumentário, pois por meio dos depoimentos dos  ativistas culturais é possível conhecer um pouco da história da cultura de Vilhena, que apesar de ser um município jovem, conta com muitas pessoas trabalhando em prol da produção e valorização da cultura local. Espero que as pessoas assistam e conheçam um pouco mais sobre a história da cultura de Vilhena”, ressaltou Andréia Machado.