Participe do nosso grupo no Whatsapp Participe do nosso grupo no Telegram
26 de janeiro de 2022
Ainda não é assinante
Cenarium? Assine já!
ASSINE

Mencius Melo – da Revista Cenarium

MANAUS – O Festival Folclórico de Boi Bumbá tradicionalmente realizado no fim mês de junho em Parintins* , é um dos maiores eventos culturais do Brasil que por conta da pandemia de Covid-19, segue sem definição da nova data. Para matar a saudade, contar histórias e narrar as consequências da ausência do evento, será lançado nesta quinta-feira, 9, às 19h nos canais oficiais dos bois Caprichoso e Garantido, o documentário “O Festival é a Vida do Povo Que Vive”.

Assista aqui o teaser

Teaser do documentário, adianta um pouco do que o público irá encontrar no material completo (Reprodução You Tube)

A produção é assinada pela produtora Egreen Baranda, com direção da cineasta Giovanna Valsko e arte finalização da Paulino Produções, com apoio da Coca-Cola Brasil, que há quase duas décadas patrocina o Festival de Parintins.

Os bois Garantido e Caprichoso são os símbolos culturais do Amazonas (Reprodução/Internet)

O audiovisual objetiva mostrar os componentes humanos, culturais e econômicos que se entrelaçam como elos da cadeia produtiva da região, com resultado final decorrente nas três noites de festival, na arena do bumbódromo, na ilha de Parintins.

Segundo a parintinense Egreen Baranda, o documentário é resultante do lamentável adiamento da festa em face da pandemia e da necessidade de se reafirmar a importância que o evento possui na cena cultural brasileira. “O Festival Folclórico de Parintins é o maior festival folclórico do mundo e a sua não realização nesse junho que passou, abriu uma lacuna enorme na agenda cultural e econômica de Parintins e do Amazonas”, lamentou.

Ainda segundo ela, outro ponto de reflexão que impulsionou a obra, foram as críticas com conteúdo pejorativo sobre a realização ou não realização do evento.

O Festival Folclórico de Parintins é um evento de monumentalidade ímpar na agenda cultural do Brasil (Reprodução/Internet)

Segundo Egreen um dos objetivos concretos do documentário é afirmar e reafirmar que o festival não uma festa com viés descartável, ao contrário: é um espetáculo que envolve investimentos e gera lucros para toda uma cadeia que existe em torno dele. “Festa ele (o festival) era até os anos 1980, depois passou a ser um evento da indústria cultural com alta importância para a identidade cultural do amazonense e para a agenda cultural do Brasil”, defendeu.

A produtora Egreen Baranda tomou a iniciativa de criar o documentário sobre o evento amazonense (Reprodução/Divulgação)

Direção em home-office

Paulista de nascimento e amazonense de coração, a cineasta Giovanna Valsko assina a direção do documentário. Ela mora há dez anos no Rio de Janeiro e atualmente trabalha no núcleo de dramaturgia da Rede Globo. Em Manaus Giovanna morou por cinco anos, e sua família reside na capital amazonense.

“O áudio visual parou no mundo todo e por isso aproveitei para matar a saudade de Manaus e visitar minha família. Ainda segundo ela, dos laços de amizade com Egreen, surgiu o convite para dirigir o documentário”, comenta.

No currículo profissional Giovanna acumula participação nas produções de obras nacionais como: “Sai de Baixo – o Filme”, “Os Farofeiros” e “Até Que a Sorte nos Separe 3”. Mesmo sem conhecer Parintins e ainda não ter uma preferência pelo vermelho ou azul, Giovanna aposta na experiência para construir um trabalho sensível.

“Estou trabalhando em home office por questões de segurança, mas, a cada depoimento que recebo, entendo cada vez mais a importância do festival na vida de centenas de pessoas”, observou.

Atuante no mercado audiovisual brasileiro, Giovanna Valsko assina a direção do documentário (Reprodução/Divulgação)

Apoio de Associações folclóricas

O presidente de um dos protagonistas do grande evento Amazônico, – o boi bumbá Caprichoso – Jender Lobato apoia a iniciativa. “O documentário é muito bem vindo e chega numa hora em que todos esperam uma resposta sobre o festival. Ele retrata a expectativa de um povo inteiro que depende do evento. É uma produção que fala muito sobre o momento em que o público que gosta, defende e depende do festival. “ declarou.

Para o presidente do Garantido, associação folclórica que completa o “reino amazônico do boi bumbá”, o audiovisual vem para corrigir uma distorção. “O documentário mostra que o evento não é uma festa vazia, ele é a razão econômica de um povo e de um Estado”, finalizou Fábio Cardoso.

A construção dos grandes módulos alegóricos em Parintins, exige o emprego de grande mão obra artística (Reprodução/Internet)

(*) Parintins está localizada a 369 km da capital do Amazonas, Manaus.