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26 de janeiro de 2022
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Com informações do UOL

SÃO PAULO – O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje que “como diz o presidente, é melhor perder a vida do que perder a liberdade”, ao justificar as medidas tomadas pelo governo brasileiro de combate à pandemia da Covid-19. A declaração de Queiroga, reproduzida de uma fala já feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), em março, ocorreu durante coletiva de imprensa realizada em Brasília (DF).

“Nós queremos ser, sim, o paraíso do turismo mundial. E vamos controlar a Saúde, fazer com que a nossa economia volte a gerar emprego e renda. Essa questão da vacinação, como realcei, tem dado certo, porque nós respeitamos as liberdades individuais. O presidente falou, agora há pouco, ‘às vezes, é melhor perder a vida do que perder a liberdade'”, disse o ministro Marcelo Queiroga.

A frase foi usada por Queiroga para justificar a não adesão pelo governo brasileiro à exigência do passaporte da vacina —uma das recomendações feitas, em novembro, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O passaporte sanitário — ou da vacina — já é adotado em algumas cidades como forma de permitir a reabertura de bares, restaurantes, cinemas e outros estabelecimentos de forma segura. Recentemente, devido à preocupação com a variante Ômicron do novo coronavírus, a Anvisa recomendou que o governo federal exigisse a vacinação contra a Covid-19 para a entrada no Brasil, como já fazem muitos países.

Apesar de ignorar o passaporte, o governo brasileiro anunciou que irá impor a quarentena de cinco dias e teste RT-PCR a viajantes não vacinados que queiram entrar no País. As autoridades, no entanto, não explicaram como será feito o processo de isolamento dessas pessoas.

“Não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas e, a partir daí, impor restrições. Até porque a Ciência já sabe que a vacina não impede totalmente a transmissão do vírus”, disse Queiroga.

“Então, nós, depois de fazermos uma análise detida de toda a documentação com grupo técnico, decidimos que o RT-PCR seria utilizado (como já vem sendo utilizado desde o início da pandemia, com 72 horas antes do embarque), e requerer que os indivíduos não vacinados cumpram uma quarentena de cinco dias e, após essa quarentena, eles realizariam o novo teste”, completou o ministro da Saúde. Se esse teste der negativo para a Covid-19, o turista/viajante então é liberado.

Nova variante preocupa

No dia 26 de novembro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou a descoberta de uma nova cepa do SARS-CoV-2, batizada de Ômicron, variante de preocupação (VOCs), a quinta classificada dessa forma.

Mas, essa nova variante surpreendeu os cientistas pelo número oito vezes maior de mutações de outras cepas já classificadas como de preocupação, além da velocidade de contágio.

Horas depois, o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, informou que o Brasil fecharia as fronteiras aéreas para seis países da África por causa da Ômicron. A restrição afeta os passageiros oriundos de África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

A Anvisa, no entanto, recomendou que a restrição fosse feita a mais quatro países: Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.