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20 de outubro de 2021
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

MANAUS – O secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), coronel Louismar Bonates, é o entrevistado desta quinta-feira, 27, do programa “Cenarium Entrevista”, com Andreia Vieira, da TV CENARIUM. O titular da pasta de segurança estadual abordou sobre as ações da Central Integrada de Fiscalização (CIF), as operações policiais no combate ao narcotráfico, além das festas clandestinas e os desafios de atuar na Amazônia.

De acordo com Bonates, somente em 2021, o Governo Wilson Lima (PSC) já investiu R$ 5,5 milhões de reais em equipamentos, armamentos e viaturas para o sistema de segurança pública, com o objetivo de combater a venda de narcóticos e a pirataria no Médio Solimões. Questionado sobre o tráfico de drogas na Amazônia, o secretário disse que, mesmo sendo impossível extinguir por completo a venda de entorpecentes, a polícia busca cada vez mais dar prejuízo aos traficantes.

“Extinto o narcotráfico não vai ser nunca. É uma utopia. Mas o nosso objetivo é dar um prejuízo cada vez maior, reduzir o máximo que nós pudermos e isso nós estamos vindo numa crescente, em termos de apreensão de drogas”, salientou o Coronel.

Coronel Louismar Bonates foi o entrevistado do “Cenarium Entrevista” (Reprodução/TV Cenarium)

Bonates lembrou que, no ano passado, o Amazonas apreendeu 19,1 toneladas de entorpecentes, um recorde de apreensão no Estado. Só nos primeiros meses deste ano, foram apreendidas quase 14 toneladas de drogas, segundo o secretário. “Com isso, impedimos que os nossos jovens sejam aliciados e em consequência teremos uma sociedade mais limpa e mais justa”, frisou.

Fiscalização

Em Manaus, desde junho de 2020, agentes da Central Integrada de Fiscalização (CIF), coordenada pela SSP-AM, vistoriam lojas, bares e eventos clandestinos no combate à pandemia. Em dez meses, mais de três mil estabelecimentos foram fiscalizados e quase 800 locais foram fechados por problemas como aglomeração e falta de condições sanitárias.

“A CIF é uma central de fiscalização que é integrada por órgãos do Estado e do município. Quando ela se descola para fazer operações, por exemplo, nos flutuantes, ela também tem órgãos federais, como a Marinha, que faz parte do trabalho de fiscalização”, destaca o coronel.

Segundo Bonates, mesmo com as fiscalizações e o risco de se infectar com o novo coronavírus, o desrespeito às medidas protetivas são frequentes e, justamente, eventos clandestinos são os que mais ocorrem. O coronel lamenta a falta de consciência social e zelo pela saúde pública ao lembrar dos estabelecimentos com aglomeração.

“Muitos comerciantes, donos de bares, alegam que eles têm controle, mas o cliente não quer aceitar esse controle. Essa responsabilidade é dele e ele que deixe de vender para aquele cliente que não queira obedecer. Nós temos muitos problemas ainda de falta de consciência social, falta de zelo pela saúde pública com esses ambientes”, lamentou.

Policiamento fluvial

Bonates também falou sobre o combate as ações de piratas nos rios do Amazonas e dos investimentos em equipamentos e pessoal para atuar no policiamento fluvial e operações estratégicas contra os crimes fronteiriços, como a entrega de lanchas blindadas e de transporte de tropa à base fluvial do Arpão, no município de Coari (a 363 quilômetros de Manaus).

“Nós estamos com lanchas blindadas, coisa inédita na nossa região, onde infelizmente a marginalidade ousa confrontar o Estado e se fazia necessário que o policial estivesse bem protegido para fazer combate, principalmente, ao tráfico de drogas, aos crimes ambientais e à pirataria que reinava no Médio Solimões”, pontuou.

Aquisição de lanchas visa combater o narcotráfico e a pirataria no Amazonas (Carlos Soares/SSP-AM)

No Amazonas, a SSP-AM atua com seis lanchas blindadas, segundo o coronel. A pasta pretende adquirir mais quatro embarcações. Além disso, o Estado já adquiriu 21 metralhadoras israelenses para armar os policiais que atuam contra o narcotráfico e que serão utilizadas junto às lanchas, aumentando o poder de fogo das forças de segurança pública.

“Estamos adquirindo metralhadoras israelenses com poder de fogo muito grande e precisão. Elas têm uma cadência de tiro de, aproximadamente, 700 tiros por minuto, com precisão de até um quilômetro. Isso dá uma segurança para o policial trabalhar com toda a garantia”, reforçou.

Valorização

Bonates faz ainda uma observação quanto à valorização aos profissionais da segurança pública do Amazonas. Segundo ele, o policial que se envolvia em uma ocorrência em governos anteriores não tinha o amparo do Estado.

“Era a Defensoria, quando tinha disponibilidade, que mandava fazer esse apoio. Mas não tem efetivo. O policial tinha que bancar a defesa. Hoje nós temos uma parceria com a Defensoria e nós temos um grupo de advogados para dar esse apoio ao policial. Além da valorização por armas apreendidas [na qual o policial ganha uma bonificação por cada arma apreendida]”, concluiu.