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29 de janeiro de 2022
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Bruno Pacheco – Da Revista Cenarium

No dia 26 de dezembro, 20 dias antes do Amazonas sofrer com a escassez de oxigênio medicinal em razão do aumento do consumo nas unidades de saúde, o senador Eduardo Braga (MDB) defendeu a abertura do comércio no Estado durante publicação em uma rede social. A postura do político é diferente da adotada durante depoimentos da CPI da Pandemia onde, aparentemente, defende medidas de distanciamento e de segurança sanitária contra o novo coronavírus.

O Governo do Amazonas publicou, no dia 23 de dezembro, um decreto que ampliava o nível de restrição em razão do aumento de casos da Covid-19 no Estado, mas foi alvo de protestos por parte da sociedade e do senador. O aumento das medidas de isolamento tinha como base análises da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) que identificavam um recrudescimento da pandemia e a necessidade de reforçar  medidas de isolamento social.

O aumento das medidas de isolamento tinha como base análises da Fundação de Vigilância em Saúde (Reprodução/Internet)

Três dias após a publicação, o decreto foi revogado. A abertura dos estabelecimentos contribuiu com a disseminação do novo coronavírus e, consequentemente, com o colapso pela falta de oxigênio no Amazonas. Em postagem nas redes sociais, Braga afirmava: “Não é hora de fechar o comércio e sim incentivar o empreendedor, sob pena de causar prejuízos irreparáveis à atividade econômica e gerar ainda mais desemprego”.

Ainda na publicação, o senador e também ex-governador do Amazonas, entre 2003 e 2010, cobrava planejamento e investimento na saúde. Apesar da sugestão, Eduardo não construiu nenhuma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no interior do Estado no período da sua gestão, deixando os municípios sem respiradores e sem atendimento clínico especializado para vítimas da Covid-19. “Faço um apelo para que este decreto seja revisto”, dizia a publicação de Braga.

Covid-19 – O Estado do Amazonas contabiliza 380.416 casos do novo coronavírus e 12.893 mortes. Em todo o Brasil, o quantitativo de óbitos já passa de 444 mil, além de mais de 15 milhões de casos da doença. Nas últimas 24 horas, o País registrou 2.527 mortes.  

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