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25 de janeiro de 2022
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Em eleição realmente popular, as maiorias opinam e o voto de um milionário. Falemos, então, da decisão popular a ocorrer em outubro deste 2022.

Os postulantes devem mostrar o que já fizeram na vida pública. E os eleitores certamente examinarão, com lupa, as qualidades e os vícios de quem se candidata. Insultar não conta pontos. Ter derrubado o injusto imposto do cheque, a CPMF, provavelmente sim. Difamar não ajuda em nada. Ser respeitado na sua cidade, no seu Estado, no seu País, evidente que sim.

O povo não é tolo e sabe que ninguém começa uma campanha dizendo: “desviei centenas de milhões de reais da saúde pública” ou “prometi uma maravilha na área educacional, porém saí dos trilhos, sumi com o dinheiro e agora prometo agir com honestidade”. Para descontrair um pouco: qualquer semelhança com a realidade poderá — ou não — ser mera coincidência.

Nas prévias presidenciais do PSDB, meu objetivo não era obter votos, mas sim convencer meus companheiros de disputa e, claro, os demais brasileiros, de que a Zona Franca de Manaus é obviamente boa para o Amazonas, porque é a única fonte de renda para um povo valoroso que não tem, direta ou indiretamente, outra fonte de subsistência. Um povo, enfim, que aguarda, ansiosamente, a entrada, na cena econômica, da biotecnologia, oriunda das folhas da nossa trilionária biodiversidade.

Expliquei, exaustivamente, que a Zona Franca é relevante para o Brasil, porque todos os brasileiros se beneficiarão dos resultados da exploração da biodiversidade. E é relevantíssima para o mundo, porque é ela que mantém a maior parte da floresta amazônica de pé. E é essencial para este Planeta inquieto com a ameaça real e crescente da perda do controle sobre o avanço do aquecimento global.

Prego e prático uma política limpa, sem demagogias que arrebentem as finanças do Estado. Proponho um debate aberto, leal e qualificado. Afinal nosso papel não é a mistura com interesses escusos e sim construir prosperidade e paz, numa democracia que se consolide cada vez mais.

(*) Diplomata, foi deputado federal, senador, líder por duas vezes do governo Fernando Henrique Cardoso, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, líder das oposições no Senado ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e três vezes prefeito da capital da Amazônia — Manaus