28 de outubro de 2020

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Mencius Melo – Da Revista Cenarium

MANAUS – Seguindo os protocolos de segurança e com a capacidade 50% reduzida, os espaços da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (SEC) estarão, durante este final de semana, oferecendo gratuitamente, espetáculos em homenagem ao Dia Mundial do Turismo, que é comemorado no dia 27 de setembro.

Grupo Gaponga é uma das atrações do projeto ‘Domingo Autoral’ no Teatro da Instalação (Reprodução/Divulgação-SEC)

Para abrir com chave de ouro, sábado, às 19h, no Teatro da Instalação, localizado na rua Frei José dos Inocentes, Centro, o Balé Folclórico do Amazonas apresenta o “Dançando Nossos Compositores”. Espetáculo que apresenta atos pautados nas composições de artistas como Celdo Braga, Raízes Caboclas, por exemplo.

Para esse espetáculo é necessário agendamento pelo Portal da Cultura (cultura.am.gov.br). Ainda no sábado, o projeto Livro Vivo da Companhia Metamorfose estará guiando quem for ao Teatro Amazonas para visitação turística especial, às 10h e às 13h. O acesso é feito por agendamento também no Portal da Cultura e no site www.teatroamazonas.com.br .

Vez do CDA

Continuando as homenagens, no sábado, a partir das 20h, o centenário Teatro Amazonas será palco para “Solatium”, espetáculo do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) junto com a Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA). A orquestra executará “Divertimentos”, de Mozart. O espetáculo tem repeteco no domingo dia 27, às 19h.

Já no domingo, a Casa das Artes, localizada no Largo de São Sebastião, reabre das 15h às 20h. No menu, a exposição “Decana”, de Nonata Silva, sobre a obra de Nereide Santiago, da Cia Teatral A Rã Qi Ri. O espaço apresentará fotografias, figurinos, textos e acessórios do universo artístico da diretora, dramaturga e escritora.

O CDA é um dos excelentes corpos de dança do Brasil e também estará na programação do final de semana da SEC (Reprodução/Michael Dantas)

Na ‘Casa…’ também acontecerá apresentações musicais do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, que reunirá os músicos Yuri Lima (bateria), Elismael Lourenço (clarinete) e Neil Armstrong (violão); e os alunos Adriano Lima (trompete) e Salomão (clarinete) na Sala de Música, das 18h às 19h.

Música autoral

Continuando a domingueira, no Teatro da Instalação, situado à rua Frei José dos Inocentes, Centro, será a vez do “Domingo Autoral”, às 19h. No line up, o grupo Gaponga, que receberá o cantor Marcelo Nakamura. O número de vagas para a plateia é de 70 pessoas, de acordo com os protocolos de segurança e o espetáculo será transmitido pela TV Encontro das Águas, no canal 2.1 da TV aberta.

No repertório estão “Água Doce”, “Macaco Prego” e “Pinicapau”, de Celdo Braga; “Canoeiro”, de Fábio Silva; além do clássico “Amazonas Moreno” e “Cantos da Floresta”, parcerias de Celdo Braga com Osmar Oliveira. Já Marcelo Nakamura, recém-chegado de uma temporada em São Paulo, assumirá os vocais nas canções “Mãe da Terra” e “Cadê a Morena”, de autoria dele.

Artes plásticas

O Centro Cultural Palácio da Justiça, na avenida Eduardo Ribeiro, Centro, apresenta as exposições: “Arquiteotonicas”, de Otoni Mesquita; “Severiano, 90 anos”. Esta última uma homenagem ao arquiteto Severiano Mário Porto, cujos registros estão a cargo dos fotógrafos Selma Maia, Jorge Santos e Iuçana Mouca e com curadoria da arquiteta Ana Lucia Abrahim.

Ainda no palácio estão as exposições “Cores em Movimento”, da artista plástica Di Miranda; e “Aquarelando Manaus”, que traz o projeto do artista plástico holandês Sebastiaan Klink, com 33 obras de sua autoria em técnica aquarela e com a curadoria da fotógrafa Ruth Jucá.

Espaço da SEC, Casa da Artes, receberá o público obedecendo os protocolos de segurança (Reprodução/Divulgação-SEC)

O espaço funciona de terça a sábado, das 9h às 15h, com agendamento pelo Portal da Cultura. O roteiro de visitação turística inclui ainda o hall inferior e superior, gabinete de leitura, sala do desembargador, sala das becas, galeria dos ex-presidentes, gabinete do presidente, Museu do Crime, tribunal pleno e corredor do júri.

A vez das mostras

A Galeria do Largo, no Largo de São Sebastião, está com sete mostras e funciona das 15h às 20h. São elas: “Planos Íntimos”, de Sérgio Andrade; “Mitos, Medos e Mistérios”, de Eunuquis Aguiar; “Os Lambes de Todo Mundo – Festival Internacional de Lambe-Lambe”, de Eraquario; “Miopia – Impressão Manauara”, de Alonso Júnior; “Univercaos”, de Micael Santos, no Espaço Mediações.

Fazem parte ainda a “NÓX Sintomas e Processos”, com trabalhos dos artistas Adroaldo Pereira, “Árvores do Asfalto” de Bruno Kelly, “Casa de Sananga” de Darlan Guedes, Dermison Salgado, Fabiano Barros, Helen Rossy, Ítalo Alus, Jorge Liu, Thaizis, Romahs, Roosivelt Pinheiro e Odacy Oliveira, com curadoria de Cristóvão Coutinho; além da exposição permanente “Cidade de Santa Anita”, de Mário Ypiranga Monteiro.

Museus

No centenário Palacete Provincial, na Praça Heliodoro Balbi, no Centro, o roteiro tem início pelo andar superior, no Museu de Numismática, seguindo pelos museus Tiradentes e de Arqueologia. No andar inferior, a visita segue pela Pinacoteca do Estado e finaliza pelo Museu da Imagem e do Som do Amazonas (Misam).

No charmoso Centro Cultural Palácio Rio Negro, na avenida 7 de Setembro, o público pode conferir a beleza arquitetônica e relevância histórica de um dos prédios mais emblemáticos do período áureo da borracha, que marcou a economia do Estado. Os espaços também funcionam de terça a sábado, das 9h às 15h, com sistema de agendamento pelo Portal da Cultura.

O Balé Folclórico do Amazonas irá dançar obras de compositores consagrados do Amazonas (Reprodução/Roberto Carlos)

Está aberta ainda à visitação ao Museu Seringal Vila do Paraíso, localizado no Igarapé São João, na área rural de Manaus. O espaço, que foi criado para locações para as filmagens do longa-metragem “A Selva”, reproduz um seringal do final do século XIX e início do século XX, época do ciclo da borracha e período de grande ascensão econômica do Amazonas.

As visitas são guiadas e no tour é possível conhecer desde o processo de produção de borracha até a diferença entre o modo de vida do seringueiro, que vivia em condições análogas à escravidão, e a do seringalista, o dono do seringal que ostentava uma vida de luxo e conforto, mesmo estando dentro da floresta.

O acesso para o Museu do Seringal é fluvial e é realizado via Marina do Davi, no final da Estrada da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. A travessia é feita pela Acamdaf (92) 3658-6159, que cobra R$ 14 por cada trecho. O espaço tem uma entrada de R$ 10. Em todos os espaços da SEC, serão praticados os protocolos de segurança como distanciamento e a cobrança do uso de máscara.

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