Em Manaus, Fórum Nacional reúne dirigentes e secretários para debater soluções de mobilidade urbana

Eliziane Paiva – Da Revista Cenarium

MANAUS — No segundo dia do 111º Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana, que aconteceu na manhã desta quinta-feira, 23, em Manaus, reuniram-se gestores das áreas de trânsito e transportes e de outros Estados para discutir assuntos voltados ao trânsito e transportes.

O encontro, organizado pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), contou com a presença de órgãos responsáveis pelo sistema de mobilidade urbana em todo o País. De forma presencial e online, via videoconferência, o fórum abordou temas relacionados aos programas de eletromobilidade, à crise no transporte público e soluções nacionais.

Neste segundo dia de reunião, as discussões foram sobre a segurança no trânsito, onde representantes trouxeram dados estatísticos para a troca de informações e experiências, apresentando novos conceitos e ideias. 

Em entrevista à REVISTA CENARIUM, Paulo Henrique Martins, diretor-presidente do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) de Manaus, reforça a temática do encontro, que aborda dados estatísticos quanto aos acidentes de trânsito e medidas preventivas.

“Hoje, o fórum está tratando sobre segurança viária, então estamos falando sobre acidentes de trânsito, a diminuição de acidente de trânsito, e como tomar medidas de controle de velocidade”, ao destacar que essas discussões podem ajudar na diminuição dos acidentes. 

Paulo Henrique, diretor do IMMU, no Fórum Nacional para a Mobilidade Urbana. (Ricardo Oliveira/CENARIUM)

Durante o fórum, o secretário de Mobilidade Urbana de Maringá, município do Estado do Paraná, José Gilberto Purpur, apresentou dados dos acidentes que acontecem na cidade, dando ênfase à quantidade de veículos. “São 325 mil veículos, ou seja, uma cidade altamente motorizada por ter uma população com mais 450 mil habitantes”, disse o secretário que destacou ainda em seu discurso que “as motocicletas representam o maior quantitativo de acidentes na cidade, representando uma estatística de 67% de mortes no trânsito”.

‘Não existe educação sem fiscalização’

Ao ser questionado sobre a educação no trânsito, o presidente do IMMU disse que a questão está relacionada à fiscalização e ao controle. “Não há educação sem fiscalização, sem controle, o problema é que a cidade de Manaus, ao longo de muitos anos, ela não tem controle de velocidade”, ressaltou Paulo Henrique. A capital está sem radares de velocidade há mais de seis anos por problemas no contrato com a licitação.  

Sobre a adesão de novas tecnologias para o sistema de trânsito na cidade, o presidente do IMMU citou que o problema está na falta de fiscalização. “É preciso que a gente implante na cidade o controle do horário dos caminhões, e a gente só consegue fazer isso com o controle eletrônico. A gente precisa fazer o controle das zonas de velocidade, então a gente precisa avançar nisso, para condicionar o condutor a dirigir devagar”, finalizou.

De acordo com tabela divulgada pela assessoria do IMMU, em comparativo entre 2021 e 2022, houve um aumento de 8,41% de vítimas fatais em acidentes de trânsito em Manaus.

Comparativo de vítimas fatais em acidentes de trânsito entre 2021 e 2022. (IMMU)

‘Manaus precisa de avanços no trânsito’

Luiz Carlos Néspoli, superintendente da ANTP. (Ricardo Oliveira/CENARIUM)

Para o superintende da ANTP, Luiz Carlos Néspoli, ao comentar sobre a retomada das reuniões presenciais, em paralelo com o virtual, e ser questionado sobre o ponto de vista de Manaus, disse que, por estar apenas pela segunda vez em Manaus, não teria como ‘precisar’ sua opinião.

“Eu sinto que ainda tem um trânsito muito intenso de automóveis e as rodovias congestionadas. Eu acho que isso é uma coisa que nessa década a gente vai ter que reverter, isso nacionalmente”, destacou o superintendente, ao reforçar que “os carros são altamente poluidores” e que precisam ser tomadas medidas voltadas para a sustentabilidade.

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