4 de dezembro de 2020

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Com informações da Folhapress

MANAUS – Os eleitores da Califórnia rejeitaram em plebiscito uma proposta legislativa que permitiria a adoção de cotas baseadas em critérios de raça e gênero para a contratação de funcionários estatais e admissão em universidades públicas.

A decisão manteve a proibição desse tipo de política pública já prevista em uma lei de 1996 que também foi votada pelos californianos e aprovada com 55% dos votos.

Outros oito estados seguiram a Califórnia à época e instituíram vetos similares, que continuam em vigor: Arizona, Flórida, Michigan, Nebraska, New Hampshire, Oklahoma e Washington.

Chamado de Proposta 16, o projeto foi votado junto com as eleições de 3 de novembro e recebeu o apoio da senadora pela Califórnia e atual vice-presidente eleita, Kamala Harris.

A Califórnia é um dos estados mais progressistas dos EUA e tradicionalmente apoia o Partido Democrata –a chapa Biden-Harris venceu ali com 63,6% dos votos contra os 34,2% de Donald Trump.

Os californianos de origem hispânica são o maior grupo racial do estado, representando 39,4% da população. Em segundo vêm os brancos (36,5%); os de origem asiática são o terceiro, com 15,5%.

A expectativa era que o perfil político e demográfico do estado, aliado à onda de protestos antirracismo deste ano, teria impulsionado o voto a favor da volta das cotas, mas apenas 43% do eleitorado apoiou essa opção, contra 57%.

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