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15 de outubro de 2021
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Via Brasília – Da Revista Cenarium
Bolsonaro se enrola

Após quebrar um prolongado silêncio de mais de duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou a fatídica reunião com os irmãos Miranda, em que teria sido alertado sobre suspeitas de irregularidades na compra das vacinas Covaxin. Mas, durante entrevista a uma rádio gaúcha, após a motociata em Porto Alegre, o presidente logo depois sugere que não se lembrava. Ao se recusar a responder se teria dito aos irmãos que o líder do seu governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), estava envolvido na suspeita de corrupção, reforça a tese de crime de prevaricação. Como até agora não há comprovação das “providências tomadas”, Bolsonaro enrosca-se ainda mais na CPI da Pandemia e no inquérito aberto contra ele no STF.

Tigrão pra CPI, Tchutchuca pra Luís Miranda

O mais surpreendente é a reação de Bolsonaro ao se referir ao deputado Ricardo Miranda. Todos sabemos que o presidente costuma dirigir ofensas pesadas aos inimigos, como tem feito com os senadores da CPI, contra quem chegou a arrotar palavras escatológicas. Mas, para os Miranda, Bolsonaro passa pano. Para não se indispor com o denunciante, Bolsonaro mantém a suspeição do seu líder Ricardo Barros. O medo de ser sido gravado segura seu gênio indomável. Ao fim da entrevista, Bolsonaro disse que não teria como tomar providência imediatamente para “qualquer coisa que chegasse a ele”. Faltou o presidente atinar que as denúncias se referem à compra de vacinas para uma doença responsável pelas mortes de mais de 530 mil brasileiros.

CPI Prorrogada

O senador Omar Aziz confirmou que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), deve prorrogar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, nesta terça-feira, 13, em meio à sessão plenária. Com isso, os trabalhos de investigação de senadores irão até novembro. Os senadores ainda querem ouvir o dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, membros do Ministério da Saúde que participaram de compras de imunizantes e os deputados federais Luís Miranda e Ricardo Barros, depoimentos que só devem ocorrer após o recesso. Os senadores decidiram sabatinar mais pessoas e obter mais informações antes destas oitivas, que consideram importantes.