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18 de janeiro de 2022
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Gabriel Abreu – Da Revista Cenarium

MANAUS – O investimento no Tesouro Direto cresceu 7,5% no Brasil em 2021 no primeiro ano da pandemia do novo coronavírus, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Diante deste cenário, especialistas detalham nesta quinta-feira, 1º, dicas para quem deseja investir e ter mais segurança na escolha das aplicações.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV) o valor total investido no Tesouro Direto até março de 2021 foi de R$ 62,8 bilhões. No mesmo mês de 2020 eram R$ 58,4 bilhões. O estoque cresceu 7,5% durante a pandemia. O valor total investido no Tesouro Direto cresceu 7,5% em março de 2021 em relação ao mesmo mês de 2020. São seis pontos percentuais a mais que em 2020 frente a 2019 (1,5%). De 2018 para 2019, a alta foi de 21%.

O economista Orígenes Martins esclarece que pessoas de todos os níveis e faixas de renda também estão fazendo aplicações financeiras no Tesouro e em outras plataformas como a bolsas de valores. Normalmente os empenhos eram feitos por meio de carteiras específicas dos bancos ou de agências especializadas de investimento e câmbio.

“No entanto com a expansão e popularização da internet, várias plataformas foram desenvolvidas permitindo aplicações financeiras por meio de transações eletrônicas. O mais recente feito tecnológico desta expansão foi o surgimento da criptomoeda, que chega em alguns casos a render lucros dez vezes maiores que aplicações bancárias, mesmo que os riscos sejam maiores”, explicou.

O economista pondera que a pandemia trouxe algumas reações para o mercado financeiro. Por um lado, os empreendedores que normalmente aplicavam em atividades produtivas, por conta das restrições do mercado, desviaram seus investimentos para o mercado financeiro. Por outro lado, o aumento do número de investidores fez com que por um tempo o retorno das aplicações sofresse uma queda, que está se recuperando atualmente, pelo equilíbrio de mercado.

“A aplicação financeira, como busca de ganho, exige necessariamente um fator fundamental ao investidor: o risco. Neste sentido, o momento adequado para investir depende de vários fatores que precisam ser levados em conta como por exemplo os índices da Bolsa de Valor, o Câmbio e a Taxa Selic. Dependendo da análise destes fatores, o investidor pode ter um retorno maior ou menor em um período de curto, médio ou longo espaço de tempo”, detalhou.

Dicas de segurança

A economista Denise Kassama indica que com a tendência de alta dos juros sinalizada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o governo federal demonstra uma preocupação muito grande em reduzir o consumo e tentar, dessa forma, controlar a inflação, que nos últimos doze meses acumula alta de 8,06% e dá dicas de como fazer aplicação segura.

“Se estiver endividado, não invista. Os juros remuneram investimentos, mas também oneram as dívidas. De forma geral, as aplicações dependem de três fatores: valor, tempo do investimento e risco. Quanto maior o risco, maior a chance de remuneração. Não se deixe levar por propagandas nas redes sociais”, destaca a economista.

Outra dica importante dada por Denise é fazer uma pesquisa e analisar as avaliações. Nesse momento é necessário diversificar seu portfólio, mantendo aplicações diferentes e assim não empatar o dinheiro.

“Avalie quanto tempo quer manter o dinheiro aplicado, o valor e o risco que quer correr. Para cada um destes fatores tem uma aplicação. Busque auxílio profissional de confiança. Pode ser o seu banco ou alguma instituição reconhecida e o principal fuja dos milagreiros que prometem multiplicar seu dinheiro em pouco tempo”, finaliza Kassama.