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26 de janeiro de 2022
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Naritha Migueis – Da Revista Cenarium


Depois da cheia histórica do Rio Negro, que atingiu a marca de 30,02 metros em 16 de junho deste ano, o rio voltou a subir mais nove centímetros nesta terça-feira, 7, e chegou a 21,51 metros, segundo o serviço de monitoramento do Porto de Manaus. Com isso, o nível já é maior que o registrado no mesmo período de 2020, quando a cota estava em 18,18 metros.

O dado também aponta que, em 31 dias, o rio subiu mais de dois metros. Apesar da subida, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) não emitiu alertas de emergência. De acordo com a Defesa Civil do município, as ações de construção de pontes em áreas de risco só devem começar depois dos alertas, previsto para os meses de janeiro e fevereiro de 2022, quando a cota deve atingir 27 metros.

Centro de Manaus durante a cheia histórica de 2021. (Foto: Naritha Migueis)


Para Maria Simões, 65, moradora do bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus, o período de cheia é um dos mais preocupantes já que a família mora em uma área que alaga logo que a cota de urgência é atingida. “As pontes podem amenizar a situação, mas não resolvem e nem recuperam os prejuízos”, conta a dona de casa que precisou construir um segundo andar para morar com a família em período de cheia.

Pontes de madeira serviram de apoio para o deslocamento na capital e no interior em 2021. (Foto: Naritha Migueis)


Em 2021, só na região metropolitana de Manaus, 17 mil famílias foram atingidas pela subida das águas. Além disso, setores como comércio e transporte público foram os mais afetados com a cheia.