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16 de novembro de 2021
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Com informações do Infoglobo

SÃO PAULO – Um grupo de empresários brasileiros defende que o governo faça concessões na COP-26, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática para destravar a negociação das regras do mercado de carbono.

Esse mecanismo, que permitiria aos países comercializarem compromissos de redução de emissões de CO, contém um potencial de ganhos líquidos para o Brasil que podem ficar entre US$ 16 bilhões e US$ 72 bilhões anuais em 2030, segundo o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds).

Os valores, que constam de uma nota técnica produzida por analistas do grupo, são uma previsão originalmente feita pela Associação Internacional de Comércio de Emissões (Ieta, pela sigla em inglês) e pelo Fundo de Defesa Ambiental (EDF, em inglês).

O Cebds, que reúne mais de 70 grupos empresariais abarcando 45% do PIB do País, pede que o governo mude a posição mantida desde 2019.

Naquele ano, em Madri, o governo brasileiro defendeu que a comercialização de créditos de carbono seja contabilizada também pelo país vendedor, sem que haja ajustes. Isso, na prática, não reduziria as emissões globais.

A nota técnica do conselho trata do Artigo 6 do Acordo de Paris, que versa sobre mercados de carbono e comércio de emissões, ainda pendente de regulamentação. O posicionamento do Cebds, publicado ontem pelo jornal Valor Econômico, é o de que o Brasil desista de insistir em uma regra específica que o favoreceria nessas transações.

Perda de atratividade

Segundo a nota técnica do Cebds, não faz sentido o Brasil adotar uma postura rígida no tema, porque o País tem “lastro” para acomodar os ajustes correspondentes e a NDC (sigla em inglês para promessa de cortes de emissão do país) pode ter um excedente.

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