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Com informações da Estadão

SÃO PAULO – Passado mais de um ano desde o início da pandemia de Covid-19, o governo federal entregou nesta sexta-feira, 9, ao Supremo Tribunal Federal (STF) o plano nacional para enfrentamento do coronavírus entre as populações quilombolas, com previsão de investimentos na ordem de R$ 1,4 bilhão.

O documento foi elaborado por determinação do próprio tribunal que, em julgamento encerrado no final de fevereiro, deu 30 dias para a apresentação de um programa com providências e protocolos sanitários para assegurar, entre outros pontos, a vacinação dos quilombolas na fase prioritária de imunização contra o coronavírus.

O plano foi encaminhado ao gabinete do ministro Edson Fachin, relator de uma ação movida em conjunto pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e pelo PSB, PSOL, PCdoB, PT e Rede Sustentabilidade, que cobrava atenção do governo federal ao grupo na crise sanitária.

VEJA OS PONTOS SUGERIDOS PELO GOVERNO:

– Promoção de acesso a testes de Covid-19 e aos serviços públicos de saúde;

– Vacinação de pelo menos 1,1 milhão de quilombolas acima de 18 anos;

– Instalação de barreiras sanitárias para garantir o isolamento social comunitário;

– Pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial;

– Entrega de cestas básicas.

Dentro do governo, a costura do plano foi feita pelos Ministérios da Mulher, Família e Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves, além dos Ministérios da Saúde, comandado pelo médico Marcelo Queiroga, e da Cidadania, sob gestão do deputado federal João Roma. Também participaram das discussões representantes da Fundação Palmares, Secretaria de Governo da Presidência, Advocacia-Geral da União (AGU), Controladoria-Geral da União (CGU), Gabinete de Segurança Institucional, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS).

Conforme determinação do STF, órgãos externos, como Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF), e entidades que trabalham em defesa dos direitos humanos e promoção da saúde também acompanharam a elaboração da proposta.